sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Novidade

Uma nova sexta - feira no calendário
Um novo - velho dia
Uma nova - velha tarde
Sem novidade

Assim, sem fazer alarde, saio da semana
e vou para o fim:
um novo fim de tarde
Nova noite que arde, arde em mim...

Em mim arde a vontade,
vontade sem fim,
de ter mais de uma nova novidade
E nova ser assim.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Papel passado

Na era digital, registros impressos perderam grande parte do seu valor. Há uns bons anos tudo mundo migrou para as mídias digitais e já é raro quem mantenha o uso de agendas impressas, listas de papel e outras coisas que ficaram no passado. Comigo não poderia ser diferente. Portanto, 90% dos meus contatos foram registrados em minhas agendas de celular e rádio. Nem preciso dizer que uma zebra em um desses aparelhos foi suficiente para me fazer padecer e repensar a validade do papel.
Sem qualquer referência telefônica de N pessoas, meu dia começou caótico. Não pude cancelar um almoço, tive de fazer a maior ginástica para falar com alguns clientes, idem com demais contatos profissionais e ainda estou na dependência que as pessoas tornem a me ligar (ou que me enviem seus números) para que eu possa recompor minha agenda.
Todo esse sufoco ensina duas lições: 1 – seguro morreu de velho ; 2 – vale o que está escrito – literalmente!
PS: ME MANDEM SEUS NÚMEROS, POR FAVOR!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Seria cômico se não fosse trágico

O povo carioca tem ótimo senso de humor e de oportunidade, pois transforma um limão em limonada, numa boa. Foi o que fez Reno Romeu, campeão de Kitesurf. O rapaz transformou a devastação deixada pelas chuvas recentes em condições para lá de excepcionais para a prática do seu esporte predileto.
O registro, publicado pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", rendeu muita rizada e foi o grande contraponto a tanta destruição e prejuízo, provocados pela incapacidade da cidade em escoar as águas das chuvas.
Se a aguaceira no asfalto não tivesse sido represada pelo lixo, que entope bueiros e pela pouca (ou nenhuma) manutenção feita no sistema de escoamento carioca, seria até cômico e bacana admirar a performance do rapaz, em plena Av. Borges de Medeiros. Mas é trágico e de nada adianta, simplesmente, achar graça disso, porque além da bravata de Reno, mais niguém se divertiu com tanta água. A cidade merece atenção do poder público para ser mesmo "Maravilhosa" - para todos!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A cara da vergonha

Uma imagem vale mais que mil palavras. Por isso, posto a foto publicada hoje, pelo jornal "O Globo", que retrata o sufoco de quem passava pela Rua do Catete, ontem. A foto mostra duas pessoas ilhadas, esperando a chuva passar e só corrobora o problema que o episódio da chuva de ontem deixou tão exposto quanto os "rios" que se formaram com as águas : a falta de planejamento urbano, de vontade política e de educação (do povo carioca), que infelizmente também contribui para esse resultado desastroso, todas as vezes que jogas lixo no chão e ajuda e entupir bueiros, responsáveis por drenar a água da chuva. Útil, didática e necessária a matéria do impresso diário, cujo assunto foi analisado em primeira mão aqui no "Bate e rebate" e em outros blogs e sites cidadãos da rede.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Isso é uma vergonha!!!!

Hoje, há pouco mais de uma hora atrás, estive praticamente submersa pelas águas da chuva (!). E tive de pegar um ônibus para me deslocar, num percurso que, geralmente, faço caminhando, numa boa. Porque calçadas e ruas do bairro do Catete se transformaram em rios, deixando multidões ilhadas a espera da providência divina, para chegarem aos seus trabalhos, escolas e casas. Parece mesmo mais confortável esperar que São Pedro estanque a chuva que ter qualquer expectativa em relação ao poder público, incapaz de manter a cidade funcionando normalmente com chuva. Diante disso, parece irônico que vamos mesmo sediar os jogos olímpicos de 2016. Com tantos problemas simples, mas pendentes a serem resolvidos na “Cidade Maravilhosa”, me custa acreditar que o mundo vai ter condições de salubridade para estar no Rio, durante o evento esportivo. Além disso, não fazer de uma simples chuva o sinônimo de um drama, é urgente para a população carioca, que sabe que a banalização desse problema pode acabar em tragédia (vide o que acontece agora em São Paulo!!!).
Eu “só” fiquei completamente ensopada, mas vi vários idosos e crianças desesperados pelo inundamento causado pela chuva. E, se qualquer autoridade disser que esse foi um “caso isolado” é mentira! Entre o Catete e o Centro da cidade, vi grandes áreas cheias onde até os carros não conseguiam passar, com pessoas ilhadas em muretas, penduradas em grades para se proteger. Como diz Boris Casoy, “Isso é uma vergonha!!!!”

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dois

Amor de leve ou forte amor
é amar - te sempre
e sempre tê-lo:
a frente
e ao largo


Tê-lo por perto,
Tê-lo presente
Tê-lo, mesmo ausente


Sorver de ti o perfume,
o lume,
o corpo,
e alma


Ter de di
a calma,
o peito e o aconchego


Ser em si
e sem dó,
só,
um e dois.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

CCBB promove mostra gratuita com obra de Almodóvar

Muitos o vêem como um cineasta que não soube vencer as marcas dos próprios dramas pessoais ou alguém que se limita à criação pautada por temáticas autobiográficas/auto – referentes. Independente disso, vejo Almodóvar como um dos mais brilhantes diretores de cinema, cuja obra tem infinita contribuição no sentido de emocionar e fazer refletir acerca de assuntos sociais, a partir da ótica feminina e humanista.
Numa sociedade marcada pelo individualismo, contrastada pela ausência da individualidade, Pedro Almodóvar imprime sua marca com a intensidade que lhe sobra. Tanto que é impossível ficar indiferente a cada uma das películas do espanhol. Almodóvar é emoção e reflexão, na certa!
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) abre mostra em homenagem a esse craque das telonas, com programação variada e gratuita (!). O evento vai até o dia 06 de dezembro. Confiram!!!!
*"DICAS DA SEMANA" especial traz a programação dos próximos dias desse evento. Não perca!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Na morte, o renascimento da amizade

Dia ensolarado, humor cinza. Rostos conhecidos e calados pela situação. O que dizer diante da morte? O que falar para quem perdeu alguém que amava? Sem comentários e com mil emoções no peito, caminhei impotente em direção ao amigo. Mais que a dor pela perda dele, senti uma comoção absurda por reconhecer a amizade de uma turma querida, que mesmo afastada pela vida, fez do afeto e da consideração manifestações fortes de amizade. E isso me tocou profundamente...
Durante toda a cerimônia fúnebre, me coloquei no lugar daquela família e imaginei a dimensão da dor e “todos” os danos causados por uma ausência definitiva e pregnante, que é a morte. Entendi que não teria condições de suportar isso nesse momento e implorei às forças divinas que poupassem disso por enquanto...
Nesse contexto de tristeza, o contraponto ficou por conta da lealdade das pessoas que, só nessas horas, mostram mesmo que são amigas. Uma década depois, foi emocionante ver nos rostos marotos do cenário acadêmico, pessoas de atitude solidária e amadurecida. Foi confortável e bonito ver amizades projetadas e consolidadas pelo tempo, fortalecidas pela alegria e pela tristeza, quem nem a morte separa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O “porco” do progresso

Essa semana o “Bate e rebate” traz a contribuição da Flávia Werlang, repórter que cavou e revelou para o Brasil casos sérios e tantas outras histórias, que movimentaram o noticiário nacional há poucos anos atrás. A Flavia traz para a blogsfera, através desse espaço, as implicações da suinocultura, direto de Chapecó -SC. Aproveitem!

Flavia Werlang
Qual espectador que não gosta de ver a vida nua e crua virar arte? Agora imagina a história – isso, digo história e cultura de uma região – contada a partir da narrativa de um porco? O que diria o “Papa” em fazer longas para um ouvinte paciente? Foi com esta veia, um verdadeiro “pig brother” que os roteiristas de Espírito de Porco vão apresentaram 22, 23 e 24 de outubro, no Centro Cultural Badesc, em Floripa, o documentário de 52 minutos, que aborda o impacto da suinocultura industrial no meio ambientee no bem-estar animal. “É como um pig brother. Numa mesma casa, pra lá e pra cá, durante cinco meses, cento e poucos quilos”. Séculos de Injustiça e Difamação
“Se não fosse pelo porco, não haveria merda nenhuma nessa região”. Com duplo sentido, a merda é uma faca de dois gumes. A produção conta com a participação de produtores, consumidores, pesquisadores e trabalhadores ligados à suinocultura industrial. A criação de suínos faz parte da história e da cultura da região oeste de Santa Catarina. Foi esta atividade que gerou prosperidade e alavancou o crescimento de grandes agroindústrias, mas tem provocado graves desequilíbrios ambientais, como a poluição dos rios. (Vale lembrar que a Sadia e antiga Chapecó são da região).

Quem quiser pode ver um pedaço do documentário no Youtube
http://www.youtube.com/watch?v=ayz_CvIANRQ. Um trecho é a linguagem local, mantida na íntegra pela produção quando mostra os depoimentos. “Nós semo que nem o peixe, morremo pela boca de tanto comer” (sic).

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"Todos dizem eu te amo"

Poucas coisas me interessam tanto quanto cinema. A linguagem e o poder dessa arte falam direto ao coração. Daí a capacidade transformadora dos filmes. Um dos mestres em fazer sentir e pensar é, sem dúvida, Woody Allen, de quem já falei algumas vezes por aqui.

A obra desse expert fala por si. "Todos dizem eu te amo" , "Bananas", "Match Point" e meu preferido "Vicky, Cristina, Barcelona", são filmes deliciosos e imperdíveis, que fazem parte da mostra "A elegância de Woody Allen".Em cartaz até o 29 de novembro, o evento promete movimentar ainda mais o CCBB.

Diversos filmes serão exibidos por econômicos R$ 6,00 (ou R$ 3,00 - para quem paga meia entrada).

Programe-se, confira e emocione-se!

CCBB: RUA PRIMEIRO DE MARÇO, 66, CENTRO. TEL. (21) 3808-2020. ATÉ 29 DE NOVEMBRO. http://www.woodyallen.com.br/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Roupa curta ou civilidade encolhida?

A sociedade brasileira é machista e conservadora e, nesses tempos, essa idéia quase se perde, na suposta modernidade que até os mais caretas dizem ter. Infelizmente, isso é balela. Vide o caso chocante da moça que, por usar roupa curta, foi publicamente humilhada em uma universidade (logo onde...?!), em São Bernardo do Campo – SP.
No lugar onde o respeito e a tolerância deveriam ser multiplicados, jovens – homens e até mesmo mulheres, se viram no direito “legítimo” de desrespeitar a moça por motivos tão subjetivos...Independente do tamanho da roupa, etnia, credo, sexo, orientação sexual, origem e qualquer outra coisa, nada justifica humilhação e exposição ao ridículo! E, de mais a mais, pessoas que freqüentam uma universidade, já têm condições sócio – culturais para se livrar de preconceitos tão pequenos. Se isso é difícil, deveriam entender que o respeito mútuo é a primeira condição para o convívio em sociedade. No entanto, em pleno ano de 2009, sou obrigada a ver jornais estampando uma manchete tão ou até mais lamentável que assassinatos e mortes em grandes cidades...
Desse episódio, o que mais me choca é o machismo das mulheres que se aliaram aos homens para humilhar e segregar a moça que usava roupa curta. Como podem ser tão primárias – faltam a essas mulheres urbanidade, civilidade, compaixão e até corporativismo! E, como machistas que são, já deveriam ter aprendido com os homens, pelo menos a última dessas “virtudes” (o corporativismo).
Diante dessa aberração, só torço para que essas mulheres machistas nunca tenham de educar uma criança...Lamentável!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“You have to seduce me!”

Hoje é dia de São Judas Tadeu. O padroeiro das causas difíceis e dos desesperados, bem que poderia ajudar as mulheres da minha geração a lidar com os homens de trinta, com mais facilidade...Afinal, ouço mil depoimentos de amigas que, como eu, se desesperam com o comportamento masculino. A queixa mais comum vai para a falta de sensibilidade, gentileza e pouco traquejo dos meninos. Parece que grande parcela deles ainda insiste em negociar ao invés de seduzir.E esse é um erro fatal quando o assunto é relação homem X mulher.
Ninguém, em sã consciência, vai se atirar nos braços de um homem porque foi convencida a isso. A motivação para amar e fazer sexo é e sempre será o desejo. E isso, meninos, é fruto da conquista – exclusivamente.
Conquistar é difícil? Poder ser, mas impossível mesmo é ter orgasmos através da equivocada “negociação amorosa”. Independe do tempo e da energia que vocês invistam nisso, saibam que o processo de conquista pode ser delicioso. E, de certo, é um dos melhores jogos eróticos que a humanidade já inventou!
Uma mulher seduzida é capaz de tudo!Woody Allen, sabe disso com poucos e ilustrou uma das passagens do filme “Vicky, Cristina, Barcelona” corroborando essa tese. Nesse trecho, a personagem vivida por Scarlet Johanson dizia ao galante Javier Baden: “Você tem que me seduzir!”, como resposta às muitas investidas do moço.
Enfim, nas telonas e na vida, tudo é mais simples e gostoso quando embalado pela sedução.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Andorinha só, faz verão!

Recente estudo realizado pela Universidade de Michigan, constata que a ação individual contra o aquecimento global é muito mais eficaz que imanávamos. Pequenos cuidados domésticos e mesmo com nossos carros, podem sim causar uma redução significativa da quantidade de CO2 que emitimos e uma conseqüente queda da poluição. Regular o ar condicionado, optar por secar as roupas através do velho varal, não deixar aparelhos ligados no modo stand by, calibrar os pneus dos carros, oferecer carona, entre outras medidas, formam um conjunto de hábitos simples, mas capazes de reduzir a emissão de gás carbônico em até 20% em um ano, tomando como referência os EUA.
No país mais poluidor do mundo, os Estados Unidos, a redução implica em uma queda de mais de 7% no estrago ambiental, se considerarmos o período de dez anos.
Como se vê, quando o assunto é meio ambiente, uma andorinha só, faz verão. E um mundo educado e mobilizado, salva o planeta. A tarefa pode não ser tão simples, mas é perfeitamente possível assegurar um mundo habitável para as próximas gerações. O segredo é não abrir mão desse patrulhamento diário e, mais ainda, multiplicar isso em seu ciclo de convivência de todas as formas possíveis – educar as crianças, os amigos, os colegas de trabalho, a família, além de pressionar os governos para que criem políticas públicas capazes de potencializar nosso esforço individual. Pois, chegamos em um estágio que a postura ecologicamente correta passou a ser nossa condição de existência nesse planeta.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A CARTA QUE EU NUNCA QUERIA TER ESCRITO

Há 9 anos, Evandro João Silva entrou no AffroReggae como professor de informática
Há 7 anos, virou coordenador do núcleo de Parada de Lucas.
Há 4 anos, Evandro criou uma oficina de música clássica em Parada de Lucas.
Há 8 meses, iniciou um projeto social no sistema prisional carioca.
Há 7 meses, discutimos dezenas de novos projetos.
Há 10 dias, Evandro me deu um abraço e me disse "até amanhã".
Há 9, virou um mártir.
Desde então, nosso único alento é que mártir não morre. Vira inspiração, transforma indignação em força.
Força para que continuemos a nossa guerra.
Uma guerra da qual ele, ogulhosa e intensamente, fazia parte.
Uma guerra em que lutaremos sempre.

Mas sempre torcendo para que um dia ela acabe.

*Essa carta foi escrita por José Junior - Coordenador Executivo do AffroReggae e faz parte de um informe publicitário, publicado hoje nos jornais de grande circulação

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Indignação

Os cariocas iniciaram a semana digerindo as mortes causadas por várias formas de violência urbana. Falei especialmente sobre uma deles aqui no “Bate e rebate” e, honestamente, não queria bater nessa tecla tão cedo. Deixei os dias passarem e já havia preparado um post bem mais simpático para publicar hoje. Impossível. Ontem, antes de deitar, acompanhei perplexa as cenas que mostravam a “surpreendente” ação dos policiais em relação ao assalto e assassinato de Evandro João Silva, coordenador do Afro Reggae.
Vídeos de segurança mostravam que dois policiais se ocuparam em “roubar” a jaqueta e o par de tênis que os assaltantes haviam tomado de Evandro, enquanto a vítima agonizava até a morte, bem ao lado...
Responsáveis por resguardar nossa segurança, foram mais cruéis que os próprios assaltantes, que por sinal, nem foram detidos...
Por enquanto, os dois policiais são “defendidos” pela Polícia Militar. através de um Major entrevistado pela Globo News, diz se tratar apenas de um suposto “desvio de conduta”.
A instituição, já comprometida por escorregadas freqüentes, deveria se fazer respeitar, condenando e punindo sua banda podre. Assim, não dá para confiar na Polícia Militar, nem muito menos valorizá-la.
Esse episódio já cheira a pizza!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vencidos


O último fim de semana carioca justificou a vocação que a cidade tem para movimentar o noticiário policial. Entre mortos e feridos, é injusto destacar a maior perda, afinal, foram-se dezenove vidas. Cada uma delas com lastro, história, família, missão e amores. Tudo bruscamente interrompido pelo caos social em que mergulhamos, desde os tempos em que a elite optou por “esquecer” da existência dos pobres. Agora, todos –miseráveis, pobres, remediados e ricos – colhemos os frutos dessa omissão: a violência urbana.
Entre policiais em serviços, criminosos e inocentes, me chamou a atenção, especialmente, o assassinato do coordenador da ONG AfroReggae, Evandro João Silva. Militante das causas sociais, há nove anos, através da instituição, Evandro era um sobrevivente das guerras do tráfico, mediador de conflitos, que conseguiu trilhar um caminho pessoal digno e honroso, mas não escapou do “golpe menor”, de um assalto estúpido,que lhe tirou a vida.
Diante da explosão sangrenta de sábado, quando marginais derrubaram um helicóptero da polícia e detonaram uma onda de violência e pânico por vários bairros da cidade, Evandro sentiu-se acuado e não atravessou a cidade para jantar com familiares. Ironicamente, foi morto perto de casa.
O episódio encerra a vida de um futuro pedagogo e mais ainda a luta de um jovem consciente e engajado. É finda a trajetória de alguém que optou pela negociação pacífica, pela edificação social através da arte e da educação. Por isso, a morte de Evandro –entre todas – é simbólica e deve ser lembrada com marco entre tantas baixas de uma guerra urbana, que já rende bem uns trinta anos...
O sentimento carioca pode ser traduzido pela dor do menino que estampa a capa do jornal “O Globo” de hoje. O garoto, atendido pela ONG, chora enquanto toca violino durante a homenagem póstuma ao coordenador do grupo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No dia do mestre, educação em cheque

Hoje é dia do mestre e a educação brasileira, sucateada, parece ter poucos motivos para comemorar. Nem é preciso enumerar estatísticas para entender o cenário desolador do ensino no país. Por todo canto e, sobretudo, no mercado, o que se vê são profissionais deficientes em todos os aspectos. No setor de serviços, então, a coisa é crítica. Além de trabalharem mal, falta também cortesia e urbanidade aos funcionários. Tanta carência denuncia uma crise maior,que é a social, mas também o tipo de formação oferecida pela rede pública de ensino.
As mazelas são muitas: escolas mal aparelhadas, professores mal treinados, mal qualificados, além dos tantos descompromissados com o propósito maior do ofício que escolheram, que é o da transformação social, por meio da educação....
De qualquer forma, por mais que tudo isso seja revisto e reparado, persistiria ainda o maior dos problemas: uma sociedade estabelecida de forma precária, constituída por cada vez mais famílias mal estruturadas, de filhos não planejados. Enfim, coisa difícil de contornar...
Diante disso, a opção mais cômoda é a lembrança nostálgica dos relatos de professores do ensino fundamental de 30, 25 anos atrás. “As turmas eram formadas por alunos cujos pais e famílias participavam do processo educacional, estimulavam o aprendizado e viam a educação como o único passaporte digno para a mobilidade social”, comenta uma professora da rede estadual e municipal, que há mais de trinta anos dedica a vida a essa missão quase impossível que de educar.
É isso aí, enquanto não pudermos contar com um político menos vaidoso e mais consciente, a coisa só vai desandar. Afinal, quando o assunto é educação, os bons frutos só aparecem trinta anos depois, tempo suficiente para o “autor do investimento” estar fora da cena política ou mesmo morto...E isso é quase altruísta considerando a vaidade da natureza humana. Daí é fácil entender porque um Cristovão Buarque da vida nunca terá o espaço que merece no poder...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O sagrado e o profano

No último feriado fui surpreendida por várias ofertas de evangélicos enquanto caminhava na praia. Explico: alguns fiés de várias vertentes diferentes (entre evangélicos) me abordaram na tentativa de me converter para suas respectivas religiões.
Chateações à parte, fica a questão: por que, justo eu - cidadã ordeira - tenho sido repetitivamente convidada a "aceitar Jesus"?
Das duas uma: os evangélicos têm um esquema forte de "prospecção" ou meu semblante tem indicado sinais de uma vida pagã....rsrsrssr.
Fala sério!Ninguém precisa, necessariamente, pertencer a religião alguma para "aceitar Jesus" nem tampouco respeitar o próximo e agir de forma consciente e em prol do bem comum. E, nessa terra de Macedo e suas infinitas falcatruas, fico com minha conduta
laica, mas honesta.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Torcida globalizada?

Agorinha recebi um e-mail da amiga Flavia Werlang, que me indicava um vídeo. As imagens mostram uma torcida sueca cantando uma conhecida melodia carioca. Resultado da globalização, da onipresença de brasileiros (super espalhados pelo globo) ou mera semelhança entre gritos de torcida - em todo o planeta marcados pela virilidade dos meninos?
Vai saber...o fato é que ri um bocado e automaticamente minha memória me lembrou da letra que cansei de ouvir em partidas de futebol ou entre tantos funk's tocados a exaustão em todos os lugares.
Confiram e opinem:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

“Bate e rebate” em Moscou

Tudo bem que o Brasil é um país – continente e nessa terra tropical muita coisa acontece. Independente de nossas inúmeras polêmicas, faz bem abrir as janelas para ver o mundo. Por isso, nessa segunda – feira, 05 de outubro de 2009, inauguro o início de um intercâmbio delicioso e enriquecido pelas impressões do cotidiano Russo, registradas pelo correspondente Leonardo Silva. Durante uma boa temporada você vai curtir, aqui no “Bate e rebate” retalhos da vida em Moscou. Em seu texto inaugural, o Léo descreve a dinâmica urbana dessa capital distante. Confira!

A sublime sutileza de uma paulada na cabeça
Uma reflexão sobre a reentrada na atmosfera sob o céu russo

Leonardo Lopes da Silva - Moscou

A visão da metrópole russa vista do alto de onde cai prometia muito. Vindo de um asséptico repouso alemão, onde toda e qualquer organização nunca e suficiente, a próxima expectativa eu lancei bem alto, e na estratosfera esperava ter um vislumbre de um mundo que guarda consigo a memória de tempos gloriosos e o orgulho de deter os superlativos - maior do mundo; mais ricas reservas de petróleo; maior exercito etc;

A queda foi bem forte e a primeira dor que senti foi a do pleno abandono do ser a correria da vida moscovita. Taxistas por todos os cantos, praticamente te seqüestrando para o lugar que você deseja (ou não) ir. Hordas de viajantes carregando 5 carruagens de malas cada e sua quota de whiskey comprado com o suor do rosto no paraíso europeu a horas de distancia. E as pessoas... ausentes ... rostos ausentes de reconhecimento do Outro.
Andam. Correm. Saltitam. Bebem. Fumam. Baforam. Pigarream. Gritam. Anunciam...

o individuo.

A segunda dor e a do descompasso. As horas russas estão sempre mais atrasadas que as brasileiras, que estão sempre mais atrasadas que as inglesas. Espera aturdida, revoltada por alguém, por algum resultado, por uma atitude, por uma palavra e resposta. Que sempre e atrasada, apesar de nos encontrarmos sempre a frente. O que fazer quando estamos fazendo compras num mercadinho? Pega-se um item e paga-se. Depois, mais um item e paga-se. Mais um item e paga-se. O que fazer quando alguém quer pagar uma conta no cartão de credito que tem chip e exige senha eletrônica? Espera-se que o garçom vá ate o caixa e passe o cartão para descobrir que não consegue completar a transação sem a obvia senha do cliente, e retornar para dizer que não conseguiu e que precisa que o cliente vá ate o caixa para pagar, quando o cliente já tinha se oferecido para fazer tal coisa logo no inicio. Como proceder quando seu apartamento tem problemas? Ao invés de conversar diretamente com a pessoa responsável face a face e procurar soluções, envie um email para ela do escritório onde você trabalha a andares de distancia dela, e espere por 7 dias úteis por uma resposta.

A ultima dor e a fúria do capital que consome as pessoas, fazendo de todos carcacas silentes e carrancudas dentro de um vagão de metro que os leva, que os leva. Uma sucessão apos outra de ironias - outdoor da Samsung acima da Biblioteka Lenina, a Biblioteca de Lenin; escolas sucateadas e juventude ao vento de todas as modas e últimas tendências do mais do mesmo espiritozinho rebelde comportado dentro um molde do 'eu sou legal porque fumo e bebo e viro noite em danceteria com trance'; trabalhadores sem a mínima cobertura do Estado, cujo sinômino e mínimo - sem seguro desemprego, sem garantias trabalhistas, cavucando migalhas em contratos; uma sustentabilidade insustentável, calcada no consumo de petróleo e gás na veia, descaradamente sem uma única opção alternativa. O escapismo e barato - tabloides pornos, cigarro e cerveja a preços de banana, roupas da Armani custando o salário de um mês.

Ainda assim vejo ainda o belo rosto russo como uma tênue lembrança de nossa teimosia brasileira, de resistir sempre e de desistir nunca. De vestir a melhor roupa que tem para sair do ape soviético sem aquecedor e deixar um homem embasbacado. De falar de idealismo alemão em plena noite de sexta feira e deixar o seu interlocutor admirado. De olhar para as estrelas apos a noite rouca de vodka e encontrar seu destino e aspiração.

De abertura para quem se aproxima, e sinceramente abrir um olhar sorridente de alguém que vê que foi compreendido e quer compreender.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

2016 - Uma questão política!

O Rio de Janeiro terá a honra de ser o palco das olimpíadas de 2016. As conseqüências dessa escolha, que contempla a cidade Maravilhosa, vão além da questão esportiva, para ser, enfim, uma declaração política de aptidão, capacidade e credibilidade da comunidade internacional em relação ao nosso governo e a boa vontade do nosso povo. É claro que a paisagem apaixonante carioca contou, e muito, nessa decisão. Mais também pesou a alma do povo brasileiro empenhada nessa intenção nobre e concorrida. Madri é bela e capaz, mas o Rio de Janeiro é extraordinário e desejoso em relação a essa possibilidade inédita e incrível para toda a América Latina.
Parabéns para as mais de 500 pessoas que trabalharam duro para promover a boa imagem brasileira, parabéns a extraordinária performance do presidente Lula, como o maior relações públicas do país, de que se tem notícias e parabéns, sobretudo, ao coração generoso e bom do povo brasileiro! Esse sentimento, que já é marca da cultura nacional, vai mostrar seu valor e intensidade ao mundo, em poucos anos.
Foi lindo ouvir e me emocionar com o discurso bem costurado e humanizado do presidente brasileiro. Vai ser ainda melhor viver 2016!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Panela velha é que faz comida boa...

Mocinhos se alternam no horário nobre e lá está ele, reinando absoluto entre os galãs consagrados. José Mayer e sua série de personagens encantados e encatadores mostram que nem só de corpos atléticos vivem as mulheres. Nossos sonhos de amor são muito, mas muitos mais realizados por homens que já trocaram o “torque” e a “superpotência juvenil" por tudo de bom que a experiência pode agregar a alguém. Por isso, o curtido e charmoso José Mayer segue dando vida a personagens sedutores, que arrancam suspiros até mesmo de mulheres jovens, como eu.
Deixo os meandros da ficção para colegas descolados nela como apresentador e blogueiro Murilo Ribeiro e mesmo a colunista Patrícia Kogut, para fazer desse “caso de sucesso” uma ponte para a realidade. Afinal, a arte imita a vida e o amor de Marcos e Helena (mais uma...) nada mais é que um
belo reflexo do cotidiano.
Como a personagem de Taís Araújo, cada vez mais balzacas (ou quase) do mundo real abrem suas vidas e corações para homens mais velhos e experientes. Por que? Elementar, caro leitor, homens de quarenta em diante já não estão tão deslumbrados com a própria virilidade e, justamente por isso, reconhecem e veneram a poesia de uma mulher. Com o tempo, passam a contemplar nossa beleza perene (já que os quadris femininos sobressaem mais que os próprios músculos), entendem que toda fêmea precisa de proteção e, via de regra, exercem isso até nas coisas mais simples como abrir a porta do carro. Esbanjam charme, segurança e o mais importante: de forma inconsciente, vêem a juventude da parceira como uma fonte que revigora o corpo e alma deles. Isso nutre e estimula um erotismo amadurecido e latente, que resiste ao tempo e sobrevive neles da forma mais intensa. Por aí, já da para sentir o que esperar de um homem maduro....
Portanto, leitora, se você passou cerca de uma década desapontada com os babaquinhas de vinte e poucos e uns convencidos de trinta e alguns (de forma geral, anônima e impessoal), ouse e se lance aos braços de um cinqüentão grisalho e delicioso. Mas, se você ainda é uma mulher ciumenta e insegura, pare aí mesmo. Pois, só será feliz ao lado de um homem maduro se já tiver se livrado de preconceitos bobos e estiver muito segura das suas virtudes e do seu próprio poder de sedução. Para muitas mulheres, lidar com ex – esposas, filhos e todo o lastro do passado desses homens é uma fonte inesgotável de problemas.
Para quem tira essa parte de letra, no entanto, vale e pena ir em frente e se preparar para ver um homem experiente trazer a tona a majestade que existe em toda mulher. Deixe de lado o complexo de princesa e dê espaço para que esse homem faça de você uma rainha. E se, como eu, você tiver uma tremenda cara de Lolita, corra para o abraço e lembre-se daquela música que diz “panela velha é que faz comida boa”

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A paz invadiu o meu coração

O espelho tem duas faces e nossas almas, muitas facetas. Por isso, me identifico com coisas mundanas e outras nem tanto. Sou yin e também yang. E, a despeito dos meus cetismos, me vejo com um ser espiritual, que vive uma experiência material nesse mundo. Daí minha forte identidade com lugares onde reinam a natureza e nada mais. Nesses cantos inabitados ou pouco explorados pelo homem, sinto uma plenitude sem fim, uma paz incrível e, por isso, encontro espaço para ser eu mesma. Sem tirar nem pôr.
No último fim de semana experimentei essa plenitude outra vez, num lugar que ainda não conhecia, mas ouvia falar demais. Em Barra de Sana, um braço de Sana, deixei a natureza cuidar de mim, também cuidei dela e amei minha família como sei fazer e como nunca havia feito. Fui feliz e trouxe parte dessa felicidade para minha rotina, porque as experiências deixam marcas e às vezes sorrisos eternos de alívio e amor.
Que eu possa voltar muitas vezes nesse pedaço de paraíso e que faça do meu próprio lugar uma fração desse oásis, só de imaginá-lo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Há música para tudo na vida!

Para combinar com o climinha de introspecção do dia, selecionei o trecho de uma música do Moacyr Luz. "Coração do Ageste", entre outras coisas, fala da busca da própria alma e das mudanças de movimento e rumo, ditadas por esse encontro. Vale pela reflexão e poesia da letra.
E eu voltei no curso
Revi o meu percurso
Me perdi no leste
E a alma renasceu
Com flores de algodão no coração do Agreste.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Collo II, o retorno?

Tem muito machão dando “defeito” por aí, que o diga o governador do Mato Grosso do Sul André Puccinelle, que além de ter feito declarações publicas expondo seus desejos sexuais mais reprimidos, apelou para ofensa para reagir ao posicionamento do Governo Federal, feito através do Ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc.
Ao se ver prejudicado em seus interesses, André Puccinelli. disparou xingamentos, que nunca caberiam num protesto, nem tampouco serão reproduzidos aqui no “Bate e rebate”. Afinal, todos os grandes jornais brasileiros já o fizeram exaustivamente. Vale lembrar que a reação “malcriada” aconteceu porque o governo federal proibiu o plantio de cana e a instalação de novas usinas de álcool no Pantanal e na Bacia do Alto Paraguai, no Mato Grosso do Sul.
Com todo o bafafá, só tem algo a dizer: eu tenho M.E.D.O. de estar diante da possibilidade de uma nova versão de Fernando Collor, que sempre foi chegado a descer a ladeira e fazer política com ataques chulos, que nada tem a ver com os interesses públicos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Preserve o planeta e o seu patrimônio!

Por mil motivos as grandes cidades tornam-se cada vez maiores, a cada ano. Uma das conseqüências mais imediatas desse “inchaço” eterno é o trânsito caótico, piorado por um culto ao “reizinho de quatro rodas”(me refiro aos carros de passeio).
Diariamente, um montão de gente põe seu bloco na rua enquanto o a poluição avança e o planeta grita por um novo direcionamento e opções mais ecológicas e inteligentes para o deslocamento em grandes centros, que já deveriam ser os transportes de massa.
Nesse caminho, sobram problemas sérios de infra estrutura, (in)segurança pública e má qualidade dos transportes públicos – no Rio de Janeiro e em muitas outras grandes cidades, mundo afora.
Diante dessa conta que não fecha, o Rio de Janeiro participará amanhã, pela primeira vez, do “Dia Mundial sem Carro”, movimento que tem por finalidade motivar a população a usar mais a bicicleta e os meios de transporte de massa ao invés dos carros de passeio, para o deslocamento urbano.
O movimento surgiu há onze anos na Europa e só agora chega em nossa cidade...Enfim, antes tarde do que nunca, é fundamental dar ao assunto a importância que ele merece.
Andar de ônibus, trem, metrô e bicicleta é ecologicamente correto, diminui consideravelmente o caótico transito das cidades e,de quebra, evita o desgaste precoce do seu patrimônio. Amanhã e em todos os dias, use menos o seu carro. O planeta agradece!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Entre o comércio e a arte

Falar de moda nunca foi o propósito principal do “Bate e rebate”, mas acho que a novidade justifica a exceção dessa postagem. O também blog da grife Farm acabou de publicar uma notícia dando conta do lançamento de um ranking mundial dos blogs de moda mais respeitados do mundo.
A indicação é bacana porque funciona como um satélite, refletindo tendências mundiais de moda, somado às peculiaridades de muitas culturas diferentes, já que o ranking reúne blogs de cantos distintos do mundo.
A riqueza dessa colcha de retalhos e toda a reflexão advinda da criação das coleções e tendências derruba o vazio do consumo e faz da moda uma forma de comunicação. Além disso, há que se prestigiar as brasileiras, que marcaram presença nessa seleção. Falo da já conhecida, Érika Palomino e sua equipe.Parabéns para as moças!
Espero que gostem: http://www.signature9.com/style-99

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Eu preciso aprender a só ser

O Brasil acaba de participar de mais uma edição de um curioso fenômeno de mobilização, em torno de mais um desfecho de novela do horário nobre. Nada recente, essa incrível paixão pelas novelas tem o mérito de conseguir o que nenhuma eleição presidencial, plebiscito ou processo de privatização conseguiu até então: emocionar, fazer refletir e motivar um debate quase filosófico (rsrsrs) entre as pessoas.
Sou impotente demais parar entrar no mérito do quanto isso é prejudicial ou benéfico para a sociedade. Prefiro aproveitar o fim desse fenômeno para também refletir sobre a passagem da trama que mais me impressionou. Entre outros lances, o que realmente ficou do capítulo exibido na sexta – feira e reprisado no sábado foi o “renascimento” do personagem interpretado por Lima Duarte. Idoso e temeroso em relação à própria morte, o homem se impôs uma peregrinação, com a finalidade de se despojar de todo o conforto material, para aprender a viver consigo mesmo e, finalmente, conquistar a paz diante do “fim” iminente.
Você pode se perguntar: qual poderá ser o benefício em viver mendigando cada refeição, numa peregrinação desconfortável rumo ao nada?Até a minha cabeça ocidental
reconhece como agregaria viver essa experiência, porque é evidente que qualquer um que se submeter a isso vai aprender a viver com o essencial. O que, por si só, já é uma tremenda vantagem, muito realçada pelo nosso modo de vida capitalista. Por conseqüência, passa a existir uma tendência natural de dar importância ao que de fato importa – a serenidade, autoconhecimento e a saúde. Desse modo, cria-se também um ambiente para a coerência: o sujeito para a ser dele próprio e a agir pautado apenas pela sua verdade. Nenhum fator externo, nem mesmo ninguém tem o poder de interferir nesse processo.
Acho que eu não seria capaz de renunciar a tudo para me lançar nessa experiência, mais ainda numa fase da vida em que, mal ou bem, todos os valores cultivados ao logo dos anos ficam ainda mais marcados na personalidade. Mas espero que outras experiências menos definitivas e mais leves possam dar conta desse propósito tão nobre e útil. Tomara que dentro de alguns anos eu tenha oportunidade de empreender essa tentativa. Mundão, me aguarde!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Entulhos?

"Muitas pessoas têm a expectativa de que basta ligar para a prefeitura para que moradores de rua sejam retirados de um local, como se fossem entulhos, para o alvoroço de todos aqueles para quem o problema real não é a pobreza, mas apenas o incômodo de ter de conviver de perto com ela"
Esse é um trecho do artigo de Ignácio Cano, publicado hoje pelo jornal O Globo. Destaquei e repliquei aqui no "Bate e rebate" porque a reflexão me deixou arrebatada. E, honestamente, acredito que muita gente também deve ficar pensativa com ela.
Motivos? Falando por mim, por mais humanista que me considere, admito que ainda não pensei sobre um assunto de tanta gravidade, com a seriedade e considerações que ele merece.
Não, não, leitor, eu não vivo na ilha da fantasia e no meu próprio bairro há um índice considerável de moradores de rua amontoados "como se fossem entulho", como bem disse o Ignácio Cano.
O que me afastou dessa questão foi minha vista cansada, meu olhar anestesiado por atrocidades que, de tão banalizadas, deixam de nos sensibilizar.
Como disse não pensei nada sobre isso - ainda. E você, leitor, o que te passa pela cabeça e coração ao ver pessoas vivendo com entulhos?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

09/09/2009

O povo chines vê esses noves como um bom presságio e traduzem essa seqüência numeral como "eternidade".
Traço de uma cultural oriental, banalidade ou verdade?Vai saber...
Acima de qualquer predisposição e tendência, experimento a calma da segurança, a tranqüilidade plena e isso é bom e confortável.
Como? Faça o exercício de olhar tudo com alguma isenção, uma boa dose de imparcialidade e - sempre - tente se colocar no lugar do outro.
Desse jeito todo o juízo de valor é mais justo, menos intransigente e mais humanizado. Afinal, regras, leis e convenções devem, antes de tudo, servir a humanidade. Longe desse propósito são "verdades" amontoadas e inúteis...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Para os homens e mulheres da minha vida

Contas a pagar e compromissos de trabalho nos empurram para um quotidiano ordinário, onde até as paisagens cariocas passam incólumes diante de nossas vistas cansadas. Que o diga o contato com amigos e todos os outros gestos que deveriam ser corriqueiros e acabam se tornando eventuais...Pensando nisso, fiz do meu último aniversário um pretexto perfeito para reencontrar alguns homens e mulheres da minha vida: meus poucos e bons amigos. Amigos antigos e recentes, que vieram de perto e de longe, encararam trânsito, cansaço pós trabalho, fila na porta e longa espera em nome da amizade que nos uni (e de alguns gorós também...rsrsrs).
Na última noite vive momentos felizes e emocionantes, que só reafirmaram a riqueza desses elos e a força de relações que eu prezo tanto.
Conversas animadas, aditivo etílico de boa qualidade, piadas, além do conforto de lágrimas honestas que lavam e levam a saudade embora de vez! Amo vocês!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tchau, inferno astral

Uma semana vivendo como “sem teto”, descupinização, montagem de armários, brigas, chororô e lavação de roupa suja. Depois dessa seqüência só me restava rever meus conceitos e acreditar em “inferno astral”...Balela ou realidade esse período turbulento acabou de acabar!!!
Estou de volta ao lar, doce, lar. Já posso dar adeus aos malditos cupins, desencaixotar minha casa, curtir a cozinha nova e deixar as brigas no passado. Amém!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Viver é...

Cortar os cabelos muitas vezes;
Brincar de ser Branca de Neve usando bloqueador solar;
Ver espinhas eventuais como um sinal de que aprendemos a vida toda;
Mergulhar no mar em dias quentes;
Contemplar o mar todos os dias;
Sentar-se diante do mar em dias frios;
Estar em cachoeiras no alto verão;
Observar a natureza, tentar entedê-la;
Ver as estrelas em praias desertas;
Reconhecer a plenitude de um céu estrelado;
Estar entre amigos;
Achar-se, mesmo entre estranhos;
Viajar e conhecer os mundos que formam o mundo;
Viajar e render-se a beleza do novo, sem esquecer dos próprios tesouros;
Dormir protegida pelo edredom da vovó;
Dormir protegida pelos braços do amor;
Comer pratos rústicos;
Saborear a delicadeza de um doce bem feito;
Cozinhar;
Dançar;
Cantar, mesmo desafinando;
Escrever;
Falar honestamente;
Ouvir e aprender com o que é honesto;
Amar, mesmo diante do desamor;
Vencer a morte e envelhecer.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Convergência

“Disposição de linhas, raios luminosos ou elétricos,elétricos que se dirigem para o mesmo ponto;Tendência de várias coisas para se fixarem num ponto ou se identificarem”
Essa é a definição literal de convergência e esse post, uma tentativa de acionar a tecla SAP do discurso intrincado e truncado que rola nas academias e em Brasília, em pequenas rodas e ilhas do poder, respingado aqui e ali na cobertura política da imprensa sobre a convergência e a forma como vivenciamos essa revolução.
Fazer o patchwork das informações, novidades e previsões da “conjuntura convergência” é a forma mais simples de entender esse cenário. Olhar o cotidiano sócio – cultural brasileiro pelo retrovisor do tempo, vendo o passado recente - 40 anos marcam o início da grande revolução da convergência tecnológica brasileira - dá sentido ao que se vê no presente e nos faz vislumbrar um futuro próximo, onde uma só infra-estrutura de tecnologica vai prover serviços que, antes, exigiam equipamentos, canais de comunicação, protocolos e padrões próprios e independentes.
Nesse exercício, vou tomar como exemplo o “velho” telefone fixo, que no início desse processo foi até símbolo de status social e uma forma de investimento (em 1969, uma única linha telefônica custava até US$ 6mil*). Na carona do tel, se vê que muito mudou. Hoje, telefones operam junto
dos computadores, no embalo das multifunções e da internet. E isso já incluí o filhote super pop do telefone fixo, a majestade o celular.
Sobre os “pequenos notáveis”, vale lembrar que de 1998 para cá, vivem os tempos das grandes ofertas, popularização crescente e o mais importante: a inclusão social!!!
E então chegamos na cereja desse bolo. Afinal, convergência, tecnologia e todo direcionamento desses incrementos, só faz sentido se convertido para a viabilização do progresso e para o bem estar social.
Para ver o que a tal da convergência representa no Brasil, vamos ao dados (até maio de 2009, segundo o IBGE):
Telefones fixos – 41,6 milhões de acessos;
Telefones móveis – 159,6 milhões de acessos;
TV por assinatura – 6,7 milhões de acessos;
Serviços de comunicação multimídia (dados, voz e imagem) – 12,1 milhões de acessos.
Os números só corroboram a “tendência convergência” e o que diz o estudo divulgado pelo Insat. Segundo o instituto, as aplicações de convergência entre aparelhos fixo – móvel, tem tudo para se tornar realidade no meio corporativo, com previsão de aumento do número de aparelhos preparados para a tecnologia de 5,8 milhões, em 2008, para 31 milhões, em 2013. Caviar exclusivo para as empresas? Não! Mais um sinal de que tal da convergência veio para ficar e modificar o dia a dia das pessoas. O que dizer da internet, que em 1991 chegou ao país para servir exclusivamente ao meio acadêmico e hoje já flerta com a inclusão digital total, onde escolas públicas e áreas rurais participam da festa?
Para os mais céticos, voltemos então para o retrovisor *:

Em 1969, existem 1,8 milhão de telefones fixos no país e a ligação internaconal pode levar até 24h (!) para ser completada;

Em 1970, a TV brasileira se consolida com a chegada da tv em cores e do videoteipe. Hoje, a tv está 97% dos lares;

Em 1972, é criada a Telebrás e os planos de expansão ainda não são suficientes, as filas nos “orelhões” grandes e constantes;

No final dos anos 80, o computador é artigo de luxo. Quase 20 anos depois, já é realidade em 22,1% dos lares brasileiros;

Na década de 90, chega a tv por assinatura. Em 2009, 467 cidades têm acesso ao serviço;

A Telebrás é privatizada em 1998. Os celulares deslancham e hoje somam mais de 150 milhões de linhas ativadas;

O acesso à internet de alta velocidade existe, hoje em mais de 13% dos lares e a terceira geração do celular revolucionam o comportamento do brasileiro nos anos 2000. O governo lança programas de subsídio à compra de computadores e à banda larga nas escolas;

Em dezembro de 2007, é lançada a tv, com promessa de interatividade e de imagem de cinema.


*Arquivo do jornal O Globo; Fontes já citadas: IBGE e INSAT

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O que vem de baixo me atinge, sim!

Quando criança sempre ouvi aquela frase que diz :"O que vem de baixo não me atinge". Bobagem...fui atingida em cheio por bichinhos que vem de baixo mesmo: os malditos cupins. O minúsculos atingiram a fundação da casa!!!
Meu pai, minha irmã e eu encaixotamos a casa inteira para deixar o caminho e os ambientes livres para a descupinização.
Pedi abrigo para familiares e durante os próximos três dias sou uma sem teto. Tudo por causa dos pequenos que vem de baixo...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Para 6ª chegar

Para nos livrar do marasmo
Nos libertar da monotonia
Romper com a previsibilidade dos dias
Nos ater ao brilho das noites

E nos levar até lá:
Até meus jardins de Alá
Para o Odeon e para o bar
Para o mar...

Que venham,então
As madrugadas de hoje e amanhã
Porque eu quero cantar!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Perdendo o rebolado

Antes de sair de casa conferi no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, a “Dança esportiva”. Ainda figurando no rol dos esportes “ilustres desconhecidos” (pelo menos da imensa maioria das pessoas), a categoria já temcompeticões internacionais e cerca de cinco milhões de praticantes espalhados pelo mundo.
Profissionalizar a prática é mais uma maneira de divulgar o esporte, reconhecer e estimular talentos. Dou meus parabéns para as instituições e pessoas que se encarregam disso!
Incentivos à parte, é impossível não se incomodar com aquele jeito caricaturado de dançar ritmos tradicionais da nossa cultura. Sem querer (ou querendo) esses esportistas desfizeram completamente a beleza da dança. Ao estender o rebolado aos homens, o esporte matou a virilidade tão brasileira, que sempre deu aos cavalheiros uma sobriedade elegante ao conduzir suas parceiras de salão.
Nem a finada lambada colocava os rapazes num papel tão ridículo! Francamente...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Justiça ou mais uma pizza?

Aproveito a série sobre o trânsito, responsabilidade e a falta dela, para falar do grande último acontecimento registrado pela revista “Época”, publicada essa semana:
O Ex- deputado Fernando Carli Filho já não tem mais foro privilegiado e vai responder pelo crime de duplo homicídio com dolo eventual, na Justiça Comum.
Ao meu ver, isso é o mínimo para quem foi irresponsável ao ponto de dirigir completamente embriagado, numa velocidade de 167 km/h e ,dessa forma, acabar com a vida de dois jovens.
Espero que autoridades não cedam às pressões políticas para aliviar a barra do rapaz, que se depender da pouca memória popular deve ser eleito novamente. Vide a reviravolta de Collor e tantos outros oportunistas, que ressurgem das cinzas feito Fênix.
E você, o que acha disso?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Preparando o terreno

Nunca acreditei em crise disso ou daquilo, porque acho que qualquer crise tem motivações individuais e singulares. Sempre entendi que “crise dos sete anos (no caso de um relacionamento)” é uma balela. Sempre questionei aquela coisa de “crise da meia idade”, “crise da maturidade”. Enfim, sempre achei tudo isso uma forma equivocada e pretensiosa de rotular os conflitos alheios, como se fosse possível mensurar a dor e as motivações das pessoas, com precisão.
Ainda penso que “batizar” a crise alheia (e até as próprias) é um jeito simplista e equivocado, que se aproxima mais do lugar comum e menos do esclarecimento e superação de qualquer problema. Mas, me rendo à psicologia ou sei lá quem que descobriu a chamada “crise dos 30”. Ainda não sou balzaca, mas me aproximo das três décadas de vida e já sinto um incômodo, que tem muito a ver com essa crise tão badalada...
Felizmente meu mal estar não tem nada a ver com a noção (questionável e equivocada) de “velhice”. Ao contrário de muitas amigas contemporâneas, me sinto plenamente jovem e os efeitos do tempo não me incomodam em nada.
Em contrapartida, dei um nó na cabeça, por conta dos questionamentos que resolvem surgir do inconsciente de repente, sem aviso prévio.Aí, é um tal de “se”. “Se tivesse feito isso e não aquilo”...Conjecturas e crises à parte, meu olhar otimista ainda se alegra, pois parece que a tempestade de reflexões é abre alas da verdade, que chega nua e crua para bater a porta da consciência. Mal ou bem, a lucidez já é uma conseqüência incrível de tudo isso. Que a luz abra as portas para a verdade e apronte o solo para a razão!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Por outro lado...

Semana passada postei um texto que falava da Lei Seca, com o objetivo didático de estimular a direção responsável. Exagero? Não. Vide o caso emblemático do deputado estadual Fernando Carli Filho, que ao dirigir embriagado, matou dois jovens. Como ele, ainda existem muitas pessoas que insistem em agir de forma irresponsável. Foi pensando nelas que escrevi “Goró Caro”, pois independente de quantos leitores e do nível de visitação que tenho, me comunico publicamente através do ‘Bate e rebate” e não fujo a responsabilidade de levantar bandeiras que considero justas, através desse espaço.
Dito isso, cabe lembrar que não tenho qualquer motivo para dizer amém ou fazer vista grossa para os pontos fracos e até oportunistas da Lei Seca, nem muito menos, me vejo no direito de condenar motoristas habitualmente responsáveis, que são ou foram punidos por deslizes pequenos, que até os centésimos tem dificuldade de mensurar. O meu recado tem um destinatário muito claro: motoristas irresponsáveis costumeiros, que ainda pensam que não há nada demais no fato de beber bastante e dirigir.
Sendo assim, vou contextualizar para falar também daquilo que pode (e deve) ser revisto entre tudo que tem a ver com essa iniciativa.
Antes de impor qualquer restrição, autoridades deveriam dar opções eficientes e seguras de transporte público coletivo, que garantisse o direito de ir e vir das pessoas, a qualquer hora, para só então regular a direção.
Levando em conta que a maioria absoluta da população não pode pagar as corridas (salgadas) de taxi, que outra opção existe além de dirigir? Nenhuma. E isso, por si só, já cria uma tremenda incoerência diante da lei, que admite quase nenhum álcool no organismo do motorista.
Outro ponto polêmico são as punições. Para que aplicar a suspensão do direito de dirigir por até um ano, aos motoristas que, comprovadamente (através do bafômetro, inclusive), passam longe da embriaguês? Se o sujeito não é um Fernando Carli Filho da vida, a sociedade não precisa evitá-lo, como motorista!
Se a proposta das autoridades é mesmo educar, seria muito mais funcional penalizar através de trabalho voluntário, por exemplo. O que pode conscientizar mais um motorista que o trabalho com as pessoas que tentam se reabilitar para vencer as seqüelas e/ou ferimentos provocados por acidentes de trânsito?
Fica evidente que o propósito de tudo o que é feito por meio da Lei Seca, se aproxima mais da arrecadação do que propriamente da educação, como bem lembrou Fabio Machado, no post anterior.
Então, para cobrar correção do Estado, façamos a nossa parte. Contestar o erro requer acerto constate!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Infância entregue ao lixão

Um menor de idade foi morto, atropelado por um trator, enquanto dormia no lixão de Maceió. Depois da tragédia, autoridades resolveram murar e iluminar o local, como se esse fosse o foco do problema...
Ora, é óbvio que o acesso a qualquer lixão deve ser regulado e qualquer local onde circulam pessoas, deve ser iluminado também, mas a presença de menores ali tem motivações sérias. Ignorar o problema social que leva crianças e adolescentes a buscarem trabalho nos lixões Brasil afora, é como transformar o lixo social brasileiro em uma grande bola de neve, que infelizmente não vai parar com essa morte.
Ao invés de deixar as crianças miseráveis e ociosas a contemplar o lixão iluminado, as autoridades deviam olhar para a questão da educação pública, que está longe de ser eficiente, mesmo sendo a maior opção de resgate e mobilidade social que existe.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Aos amigos da faculdade

Há dez anos ou mais
Tenho apreço
Saudade
E vontade de vê-los

Há dez anos ou pouco menos
Tenho orgulho
Por tê-los

Há dez anos, rapaz
Eu tinha outro jeito
Outro tempo
Outro meio

Há dez anos ou mais
Sou feliz por vê-los!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Goró caro...

Operações da lei Seca são cada vez mais comuns em todos os cantos da cidade. Muitas vezes passei ao largo pelas blitzes, mas no último sábado o carro em que estava foi parado e...bingo: o motorista foi multado depois de soprar o bafômetro, que indicou três décimos além da tolerância estabelecida por lei.
Como não dirijo, só pude oferecer minha companhia em solidariedade, enquanto esperava pelo resgate (do carro, inclusive, já que a retenção da carteira de habilitação do motorista multado faz parte da punição).
A propósito da punição, é mais ou menos o seguinte: vai da infração gravíssima, com multa salgada, passando pela suspensão do direito de dirigir por doze meses, podendo ocasionar detenção de seis meses a três anos. Quem é preso pode pagar fiança para sair do chilindró.Convém lembrar que em cantos mais civilizados do mundo como a Europa e EUA, há políticas bem mais rígidas para punir motoristas que insistem em manter a dobradinha álcool e direção.
Mesmo sentindo a regra “cortar a própria carne”, sou só aplausos a essa iniciativa do Governo do Estado e do Detran. Pois já era hora do poder público fazer algo de concreto para fazer valer uma lei elementar como essa.Para os que acham que as penas são pequenas, não vale a pena insistir no erro....Por mais afortunado e tolerante que você seja, há muitas outras vidas em questão quando o assunto é trânsito.
Vamos aos números (por extenso para ficar bem didático...rsrs):
Oito milhões de pessoas se envolvem de alguma forma em colisões e atropelamentos;
Um milhão e meio de pessoas são vítimas de ocorrências trágicas de trânsito;
Quinhentas mil pessoas são feridas;
Cento e quarenta mil pessoas sofrem lesões irreversíveis;
Quarenta e duas mil pessoas morrem vítimas de acidentes de trânsito (10 vezes mais que a guerra do Iraque);
Duas mil e quinhentas pessoas morreram em 2008 no Estado do Rio de Janeiro.

Contra fatos, não há argumentos. Portanto, não insista em dar mil jeitinhos brasileiros para beber quando for dirigir. Deixe o goró como um bônus allcolíco por “bom comportamento” ao chegar em casa na boa, sem sobressaltos, nem prejuízos. Na paz do lar vale tudo, até cowboys ; )

OBS/FOTES: Informações da ONG. Transito amigo, registros da Polícia Rodoviária Federal, Corregedora de estatística do DETRAN.

sábado, 1 de agosto de 2009

Fisgada por um marinheiro

Há cerca de duas décadas redes de fast food fazem promoções de todo o tipo. Há anos passo ilesa por todas e por isso, sempre comemorei nunca ter comprado o lanche não sei das quantas para ganhar isso ou aquilo. Minha invencibilidade acabou...
A rede de fast food Habib´s inventou uma promoção que me fisgou em cheio. Na fase mais saudosista da minha vida, me rendi ao apelo afetivo das lembranças e em breve terei em casa o bonequinho do Popeye e da sua esquálida namorada, a magrela Olívia.
Fofos que só eles, os bonequinhos com o quê de toy art, remetem às tardes chuvosas da minha infância oitentista, quando o máximo era curtir as aventuras do maior garoto propaganda do espinafre.
Vida longa para a bendita promoção!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Humor do dia

Cai uma garoa fina, mas ainda assim, sinto um acolhimento doce, uma sensação confortável e tranqüila. Algum sentimento que me deixa plenamente feliz, a despeito de qualquer problema.
Não há mais insatisfações, pois não existem mais desejos frustrados. Não espero nada - nem dos outros nem de mim mesma.
Assim, verdadeiramente despretensiosa, sigo confiante e criativa. Livre de censuras, sobretudo da maior delas: a autocensura.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Acelera!

Viva!Segundo o noticiário transmitido pela TV Globo, logo depois do programa da Ana Maria Braga, Felipe Massa enxerga, movimenta braços e pernas e se comunica normalmente (falou português, inglês e italiano com os amigos estrangeiros que foram visitá-lo). Que a recuperação de Massa seja tão veloz quanto ele costuma a ser nas pistas!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Surpreendente

De repente e entre amigos, acabei curtindo uns dos melhores eventos públicos dos últimos tempos, o Leblon Jazz Festival, que nessa edição comemorava os 90 anos do bairro charmoso.
Sem planos ou pretensões, fui para a terra de Manoel Carlos e curti a seqüencia de shows, num aconchegante começo da Dias Ferreira. Patrocinadores foram caprichosos com a ambientação, escolha dos artistas, esquema de segurança, respeito ao horário, interação com o público e distribuição de brindes (nesse aspecto, destaco a iniciativa da Oi em distribuir gratuitamente um CD com uma coletânea de boas músicas de 20 bandas novas).
A partir disso, criou-se a atmosfera perfeita para que surgissem as melhores coisas de eventos de rua: a efervescência, o movimento turbinado para o comércio local, um público bacana e o show à parte de um artista de rua que mandou ver no sapateado, pegando carona no som ambiente dos intervalos.
O casal Marcelo Camelo e Malu Magalhães fizeram participações simpáticas, mas serviram muito mais de ancora para a divulgação do evento, porque o destaque mesmo foi para um surpreendente e renovado George Israel. O veterano Kid Abelha, incendiou a platéia na companhia de bons músicos. Israel teve o mérito de misturar improvisação, elementos do jazz e da música erudita (com direito a um violinista convidado minutos antes do show começar), velhos e hit´s e muito carisma, provando que quem foi rei não perde a majestade. Ao iniciar o show no meio da platéia - e só depois ir para o palco, Israel deu o tom que o evento pedia e convidou o público a participar. Nesse embalo, cantei e dancei na rua, como há muito não fazia.
Que venham as próximas edições do Leblon Jazz Festival e muitas reuniões casuais entre amigos!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Um filhote a caminho

Acordei ensolarada, embora estivesse frio e nublado e lembrei de todo o amor e afeto que temos em nós. Por auto - preservação e consciência do valor desses sentimentos (e por algum orgulho também), os dou para pouquíssimos, que posso contar nos dedos das mãos. A minha seleção é justa, mas desfalcada. Nela falta um ser peludo e fofinho, falta um shitsu.
Entre tantas, escolhi essa raça como critério para buscar meu amigo animal. Os shitsus são mansos e calmos, como bebês indefesos e macios. Ainda não vi nenhum representante da raça com comportamento agressivo e bagunceiro. Nem mesmo pude ouvir qualquer latido desses cãezinhos de franja (rsrsrsrs)!
Por isso, estou preparando o terreno para minar resistências de uns e outros, que nem querem ouvir falar em animais domésticos. Que se abram os corações, porque lá vem o meu shitsu.Alguma idéia de nome?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Esperando o monstro chegar

Não tem jeito, a natureza faz das mulheres seres fadados ao sofrimento mensal que se inicia no período pré – menstrual e só acaba com o fim fenômeno monstruoso. Considerando um karma do qual mulher nenhuma está isenta, acho que todas têm o direito de pelo menos desabafar à vontade e até publicamente sobre todos os incômodos típicos da fase. Como a maior parte das fêmeas acaba reprimida pela cultura que dá ao assunto um quê de constrangimento, farei aqui um contraponto e romperei com o sofrimento silencioso do meu gênero. Neste instante, ainda aguardo o monstro chegar, mas já somo cinco longos dias de inchaço dos bons. Acho que bati meu recorde histórico, porque meus peitos mais parecem duas esferas perfeitas de tão inchados. Por vezes tenho a impressão de que os dois saltarão do meu corpo e quicarão rumo a alguma cesta de basquete. Honestamente, sempre achei que só teria essa sensação caso engravidasse...Meu consolo é saber que isso é coisa do monstro.Que ele venha de uma vez.
Inté!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Para poupar e se humanizar

Quem me conhece sabe que dificilmente compro qualquer coisa fora de promoções. Com um pouco de bom senso e algum bom gosto é possível se vestir bem e escapar da sedução do consumo inflacionado pelas grifes e novidades da estação. Por isso, estive no evento MODANATA, promovido por trinta estilistas, que juntos oferecem o que há de mais original na cena carioca da moda alternativa. Entre os expositores que estarão até o primeiro domingo de agosto no Shopping Iguatemi, há opções suficientes para reformar o guarda roupa, presentear amigos, filhos e garantir um bom presente para o papai. No MODANATA dei meus aplausos costumeiros para tudo da Devassas.com, de Lígia Parreira, amei loucamente todas as bolsas e sapatos super originais, encontrei t - shirts de ótima malha, com estampas inteligentes e bem feitas e gostei especialmente das peças da Daspu. A propósito da marca, conversei com Gabriela Leite, idealizadora da grife, presidente da ONG Davida, ex - prostituta, antropóloga e escritora, que esteve no evento para uma noite de autógrafos do "Filha, mãe, avó e puta", autobiografia em que conta sua experiência de vida inusitada. A obra já é 4ª mais vendida no Brasil. Segundo a autora, o segredo de sucesso tão estrondoso mora na narrativa honesta e arrebatadora de facetas diferentes de uma única pessoa, que desde sempre foi engajada na luta pelos direitos das profissionais do sexo. "Parei de escrever diversas vezes porque no meio desse caminho rememorei lembranças fortes demais", revela Gabriela. Por aí, da para ter uma noção de que aguarda o leitor. Vou deixar meus palpites para depois, mas penso que o grande mérito da obra é o poder de humanizar - tudo e todos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Legado real

O adeus apoteótico de Michael Jackson, poderia sepultar definitivamente as especulações maldosas sobre a vida pessoal do astro e toda a polemica leviana, que o cerca mesmo em sua ausência... Sobre o rei do pop, o que deve reinar absoluto é o legado deixado pelo ser humano que foi MJ.
Como foi registrado entre os comentários do post anterior, mais que a arte de Michael, fica a conduta de alguém que fez da própria dor o fermento para a genialidade e debochou da incompreensão, para ser nobre: foi filantropo, solidário e desprendido.
Numa sociedade marcada pelo individualismo exacerbado, o astro de layout metamorfoseado poderia chamar mais atenção por sua alma nobre.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Travestido pela rejeição

Michael teve a infância roubada, mas esteve imerso na imensa fragilidade e medo infantil ao longo de sua vida, graças ao tratamento que recebeu do pai – um músico frustrado e mal resolvido, que invejava o talento o filho caçula e por isso o punia com a rejeição.

Essa foi a impressão mais evidente que ficou das mil entrevistas, depoimentos e especiais que conferi nos últimos dias. E, nem é preciso ser psicanalista para saber que por trás da tão falada obsessão pela beleza e saúde, estava o desejo de ser aceito.
Michael Jackson amargou a cruel rejeição que recebeu do pai, a ponto de se transformar na antítese de si próprio. Porque é humanamente impossível ouvir “você é feio como um macaco” do pai e ainda assim preservar a auto - estima. Portanto, ele não ganhou a aparência de um branco por não gostar dos negros, mas por não receber o amor de quem mais se espera!
Durante os anos que marcaram sua metamorfose e mesmo depois de sua morte, a imprensa se ateve a uma abordagem sensacionalista e nem de longe considerou uma possibilidade tão óbvia. Cansei de ouvir e ler coisas como: “Michael era racista”...Enfim, sobrou para o “pobre” milionário o fardo de conviver com mais uma agonia: ser incompreendido.
Ainda assim, o negro que embranqueceu tinha talento de sobra, era humano e solidário. Esse tripé rendeu ao astro fama e comoção por onde passava. De certo, muitos nunca entenderão a alma ferida, que deixou doente o corpo e fez da vida de Michael uma passagem breve pelo mundo. Mas, o legado de sua arte absolutamente inovadora e revolucionária é pungente e autobiográfico o suficiente para leituras mais sensíveis e menos rasteiras do que foi sua existência.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Para não viver a vida sem viver

Por acidente, acabei vendo um filme diferente do que pretendia e gostei muito. Conferi “Tinha que ser você”, uma comédia romântica que ultrapassa a adjetivação dada pela imprensa e pela própria produção do filme. Estrelada por um carismático e intenso Dustin Hoffman, a história vai além de clichês para fazer rir e chorar com densidade, através da força do acaso, da honestidade e em prol da entrega.
Mais que um encontro romântico, “Tinha que ser você” é um estímulo à coragem. A coragem – de tentar, de recomeçar e de se entregar, sem dar tanta importância as incertezas do caminho, ao dia de amanhã, ao depois.
Me apaixonei pela história porque ela mostra que ser feliz é mais simples que pensamos e que quem não quer viver a vida sem viver, tem mais é que se atirar, nem que seja para catar os caquinhos e tentar mais mil vezes, já na maturidade, depois de tropeços, mancadas e faltas graves. Assim fazem os personagens centrais, motivados pelo afeto. Ela, vencida pela insistência dele. Ele, cativado pelo encorajamento e apoio que recebeu dela.
Saí da sala, feliz porque além de confirmar algo em que sempre acreditei, muito do que vi me fez lembrar de uma das experiências mais doces e improváveis da minha vida. Algo que hoje tem seu lugar no passado e na beleza das lembranças, mas deixou como grande legado o entendimento que, independente de qualquer preconceito e diferença, somos pessoas que amam e sofrem igualmente. Mas esse é um outro assunto, que deixo para depois.
Meus beijos

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalismo precário

Dizer que o país vive uma crise ética, não é novidade. Só toquei no assunto para lembrar que essa crise de valores e suas conseqüências imediatas tendem a aumentar a partir da queda da exigência do diploma jornalístico, para que alguém exerça a função de repórter em qualquer empresa de comunicação.
A partir de argumentos como: “muitas pessoas têm o dom de escrever” ou “a atividade jornalística é, em parte, literária e artística”, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, até mesmo pessoas que não têm curso superior, têm condições de produzir jornalismo no Brasil.
Se a mudança sugere modernidade e até o fortalecimento democrático, não posso deixar pontuar aspectos preocupantes e até sinistros disso tudo:
1 – Queda da qualidade do jornalismo brasileiro;
2 – Crescimento dos crimes contra a honra – como calúnia, injúria e difamação;
3 – Desvalorização do jornalista diplomado, que mesmo qualificado, através da faculdade, tem seu poder de barganha e piso salarial reduzido, já que na prática, vai concorrer com “colegas” leigos...
A categoria sai desvalorizada e por isso perde. Mas perde ainda mais a sociedade, que terá de se contentar com publicações ainda mais mal escritas e seus jornalistas carentes de parâmetros éticos para exercer a profissão.
Então, vem a pergunta que não quer calar: Se a sociedade já pena com uma crise moral/ética, qual não será o cenário com jornalistas precários?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Caminho das pedras

Toda mulher tem seu dia de Brigit Jones. Diria que hoje cedo teve meu momento Brigit, caso minha auto – estima andasse baixa. Como tenho feito da jaca a minha pantufa, nem liguei para o ocorrido que me fez lembrar a cena do filme em que a atrapalhada personagem ficava com o popozão exposto.Afinal, depois do bombardeio de popôs que estampam primeiras páginas de jornais e revistas a cada dia, por que euzinha deveria perpetuar a vergonha por ter pagado calcinha depois de tropeçar em malditas pedras irregulares, no Centro da cidade?
O calçamento do Centro do Rio de Janeiro é uma verdadeira armadilha, que banaliza acidentes como o que aconteceu comigo.Até mesmo a primeira dama da cidade já passou por coisa parecida e isso não foi suficiente para transformar as calçadas do bairro em passeios menos radicais. Falta pouco para a carioca aderir ao kit completo de equipamentos de segurança, com destaque para a joelheira.
O único aspecto positivo de tudo isso é perceber que ainda existem pessoas solidárias, como o rapaz que me socorreu. Mesmo apressado, o engravatado parou tudo para catar meus caquinhos pela calçada irregular. Era rádio para um lado, celular para outro... Sobrou até para o meu querido estojinho de batons, que como eu, fez um salto a longa distância. Maurrem Marggi que se cuide!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Dica

Hoje darei espaço para a reflexão de Martha Medeiros. A escritora publicou seu artigo semanal na revista "O Globo", no jornal homônimo, no último domingo, para opinar sobre o lugar mais confortável para vivermos, além da própria alma (ou dentro de nós mesmos, como ela disse em outra ocasião).
Como muita gente investe reflexão, emoção, energia e até coisa menos nobre, como o dinheiro, para encontrar esse tal lugar, recomendo a leitura da página 20 da publicação.
Beijos!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Um pouco de preguiça para você!

Nesse último feriado (quinta – feria/11) curti o dia chuvoso e aprendi muito com um encontro casual e inusitado: fiquei pertinho de um bicho preguiça. Por si só, isso já seria o bastante para impressionar meu coração urbano. Fora do impacto causado pelo momento "além selva de pedra", o que ficou do encontro foi a sensação agradável da...preguiça.
Guardei na memória a sensação aconchegante do abraço permanente do bicho preguiça com a árvore, os movimentos tranqüilos e o estilo não – angustiado de viver daquele bichinho, que parecia um macaquinho civilizado.
Ali, parada num pequeno bosque, fiquei a contemplar o bichinho. Senti muita vontade de abraçá-lo, como fazem as mães com seus filhotes (o instinto materno de qualquer fêmea se manifesta nessas horas.... rsrsrsrs). Recobrei o juízo, para lembrar que não deveria atrapalhar a harmonia daquele instante. E que qualquer intervenção seria uma manifestação de ansiedade, uma desnatureza para aquele animal!
Entendi que a melhor forma de aproveitar o que recebi como um presente, era importar para minha vida o jeitinho preguiça de ser – a partir da face mais positiva dessa proposta. Numa tentativa apenas de respeitar o ritmo das pessoas e o meu próprio. Para isso, contei com as bênçãos simbólicas da mãe natureza, que me deu um dia – convite ao nada fazer, um dia chuvoso, calmo e fofo.
Dê também um pouco de preguiça para você!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Para todos os meus amores

Por obra do comércio, com ajuda do romantismo e de todo o tipo de amor, nasceu e floresceu o “Dia dos Namorados”, que no Brasil é vivido a partir de um conceito mais romântico. No entanto, gosto mais da forma norte–americana de viver a data. Nas terras de Obama, o “Dia de São Valentino” (14 de fevereiro), motiva uma confraternização conduzida por todo o tipo de amor. Por isso, é comum toda a forma de afeto ser homenageada – amigos, pais, filhos, parentes, colegas e também namorados se congratulam mutuamente.Ok, muitos podem lembrar que esse formato existe por conta da cultura consumista do povo americano e que o comércio cresce na mesma proporção que o número de presenteados. Isso é fato!Mas, é fato também, que os afetos honestos deixam um legado genuíno em nossas vidas.Justamente por isso merecem ser celebrados
Então, leitor, independente do seu estado civil, faça do nosso dia 12 de junho um momento para celebrá-los. Beije muito seus pais, irmãos, amigos e amantes.
Eu quero mais é viver muitos dias de “São Valentino” para comemorar todos os meus amores.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Os anunciantes

Na madrugada do sábado preparei um post sobre mais uma experiência compartilhada por um grupo de mulheres que tem em torno de trinta anos e vive na selva das grandes cidades. Como o assunto tem sido bem recorrente, resolvi publicar o tal texto depois. Falarei agora sobre o frenesi que ainda se forma em torno de um evento carioca, que já disputa calendário e prestígio com outros similares, mas não perde a majestade. Me refiro ao ainda glamouroso Fashion Rio e todo circo de estilistas, imprensa, empresários do setor da moda e até mesmo o público final, que disputa com gente mais afeita ao assunto, convites para conferir desfiles, estandes e promoções.
Desde as primeiras edições, que ocorriam no MAM, questionava o motivo de tanta algazarra.Acho natural eventos como o Fashion Rio e Claro Rio Summer mobilizarem gente que faz da moda sua fonte de renda mais direta. Sempre considerei normal, todo o staff de agências, estilistas, empresários têxteis, o meio publicitário e de promoção de eventos ser abduzido por essas datas. Mas, nunca entendi o porquê dos jornalistas modificarem todo o curso da produção e rotina de trabalho, em função desses mesmas ocasiões. Ora, com mil questões factuais do rame – rame diário de uma metrópole, como o Rio de Janeiro, além de toda a riqueza social, cultural e política que compõem o patchwork da nossa imensa colcha de retalhos, não há argumento razoável que me convença da necessidade de um evento de moda simplesmente parar a imprensa carioca.
Para mim, esse fenômeno pode ser mais facilmente explicado por razões meramente comerciais. Sobre isso, no entanto, prefiro não comentar...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Além do óbvio

Contrariando o senso comum, a elegância é não simplesmente saber compor o visual ou escolher um tom de tinta para o cabelo que realce a pele e os olhos. Elegância está, antes de mais nada, na atitude. Muitas vezes é simples e até agradável ser elegante.É bom mandar flores, cartões emocionados, presentear quem amamos...Outras vezes, ser elegante demanda um esforço maior. Admito que não gosto de perder e que essa sensação causa, sim, um desconforto.Portanto, tento perder com elegância, mas internamente sofro – sinto o peso do orgulho ferido, a ameaça devastadora do “atestado de incapacidade” e a amargura da rejeição.
E se os efeitos são fortes no campo prático da vida, onde reinam as negociações (feitas do perde – ganha mesmo!), a dor é mais intensa entre assuntos mais sentimentais e menos objetivos.Natural – a medicina criou remédios que curam doenças mas não podemos remediar os sentimentos – às vezes, mais perenes que uma simples dor de dente.
Atribuo boa parte das perdas à pressa. “Apressado come cru”, já diz o ditado. Somos todos movidos por um sentimento coletivo de pressa e ansiedade, que nos leva à valorização de tudo que é óbvio.O óbvio viabiliza as escolhas, agiliza a tomada de decisões, mas mascara a essência de tudo. Essa última é reservada aos pacientes. O paciente vai além da casca porque desmascara e degusta o néctar das pessoas e das coisas.
Entre desapontamentos e desencontros, lembro que na impaciência do mundo há quem se lance à ousadia e recorra à curiosidade para driblar o óbvio e descobrir o encanto que ferve no mistério.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Laboratório

Passava das 20h e éramos três mulheres exaustas e sedentas por alguma diversão. A fome nos empurrava para algum restaurante. Nossa escolha foi um sempre – lotado onde se espera meia hora para por uma mesa. A média de tempo aumentou, pois naquele dia uma partida de futebol seria transmitida na casa. Depois de algum tempo conseguimos nos acomodar no balcão e logo nos refestelamos com um pedido carnívoro e honesto. Mesmo a boa escolha perdeu para a companhia aconchegante e divertida que só um bom “Clube da Luluzinha” é capaz de oferecer. Porque é bom estar entre pessoas com as quais podemos falar de tudo e de todos...
Enfim, a propósito de clube de mulheres (sem trocadilho, por favor!) preciso de mais edições da “Confraria do Garfo”.
Para situar os não iniciados, é o seguinte: uma reunião de motivação gastronômica, exclusivamente feminina. Cada edição do “evento” era uma oportunidade ótima de rever amigas, comer bem (em qualidade e quantidade) e fazer uma imersão no universo feminino. Por menor que fosse o quórum, sempre era possível refletir sobre o comportamento de mulheres jovens, cosmopolitas e independentes. Numa analogia, posso dizer que me reunir com aquele grupo era uma sessão de psicoterapia (e não de psicanálise, já que os assuntos se relacionavam ao presente de cada uma e raramente buscavam alguma referência forte no passado – como faz o método fundado por Freud).
Considerações à parte, só posso dizer que preciso me alimentar mais desses momentos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Garoa

Chuva fina me faz lembrar você
Querer-te de perto e ao longe
Querer – te
Querer – te ter

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Entre duas águas

As horas passavam e com o avanço do tempo, crescia também a necessidade de refletir. Num ato simbólico, fiz uma faxina , como se limpar a casa fosse ordenar minhas idéias por tabela. A movimentação antecipou a fome. Também precisaria tratar do estômago.Para isso, fui ao mercado comprar um ingrediente ou outro que usaria na refeição. No caminho, recorri aos DVD’s – a ficção é uma fuga imediata da própria realidade e, ao mesmo tempo, um visto permanente que nos confere lucidez para ver e pensar na própria vida a partir do paralelo que traçamos entre o real e a fantasia.
Levei para casa “Vicky Cristina Barcelona”, de Wood Allen. Tinha boas referências do filme e recomendações expressas de um amigo zeloso para que conferisse...
Gostei do que vi, mas não me ative aos rótulos sobre o caráter dos personagens. O que me arrebatou foi a violência da verdade e, diante dela, os subterfúgios usados pela maioria das pessoas, como opção de vida. Afinal, a verdade dói ...Por isso, a opção pela honestidade absoluta é honrosa, bonita e só vale para quem tem força e desprendimento emocional suficientes para suportá-la.
O dilema entre ser transparente e ser político (e assim levar a vida de uma forma mais "confortável") é muito bem ilustrado pela canção “Entre dos aguas”, de Paco de Lucia. Além de linda, a música tem a dramaticidade demandada pelos conflitos e bifurcações que os personagens vivenciam.
“Vicky Cristina Barcelona” poderia ser um mosaico de amores e dramas bem ambientado pela cultura catalã mas, na verdade, é uma ode à coragem dos que escolhem viver em consonância com os próprios sentimentos, independente do preço que pagam por isso.
OBS: Você pode ver ou rever algumas versões de trailers aqui do lado : )

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A democratização do sabor

Ontem o povo carioca e seus visitantes viveram o último dia de um evento gastronômico muito bacana, o “Rio Restaurant Week”. A novidade começou em Nova York, há dezesseis anos atrás e foi importada para as bandas de cá com muito sucesso. Vide a disputa pelos restaurantes mais concorridos e a mobilização em torno de almoços e jantares. Afinal, além de contribuir com um projeto social, o evento viabilizou o acesso a grandes casas, durante duas semanas.
A iniciativa foi bem sucedida porque, entre tantas outras coisas, mostrou ao mundo que o Rio de Janeiro tem muito mais que a beleza natural. A cidade maravilhosa conta com legítimos representantes da boa gastronomia que, provavelmente, eram desconhecidos pela maioria das pessoas. Antes que você, leitor, se manifeste para falar que já encarou mil filas para comer no restaurante X ou que nunca conseguiu uma reserva no Y, devo dizer que a maior parte da população carioca nem mesmo cogitou fazer uma única refeição em um restaurante mais requintado por uma razão mais objetiva: falta de recurso.
Então, pelo menos por duas semanas, as melhores casas ficaram abarrotadas. E foi comum perceber grupos de colegas de trabalho fazendo de um almoço de meio de expediente uma experiência memorável. Entre entradas, pratos principais e sobremesas, o Rio Restaurante Week teve o mérito de fazer ação social, divulgar tesouros da gastronomia carioca, aproximar as pessoas, propiciar boas experiências de degustação, além de revelar a capacidade de articulação e organização de um setor fortíssimo, capaz de resistir a qualquer crise econômica.
Que venham as próximas edições do evento porque o povo também merece restaurantes como Casa Julieta de Serpa, Rio Skylab, Vizta, Bar D’Hôtel, Miam Miam e tantos outros, que tiveram seus salões lotados por um público ávido por sabor e novas experiências.

sábado, 23 de maio de 2009

Abduzida

Minha noite de sábado mal havia começado e tinha o interesse imediato em parar quieta e relaxar um pouco. Como a casa cheia me afastava da paz que eu queria, pus o celular e algum dinheiro no bolso para andar livremente. Saí sem rumo nem destino e percebi que as vias principais do bairro estavam mais agitadas que o normal. Um bom número de pessoas aguarda na faixa de trânsito para atravessar o sinal e outras tantas circulavam pelas calçadas próximas. Logo me dei conta que a mobilização em torno da orla rolava em função do tal “disco voador” simulado por um artista. Alheia ao acontecimento e as piadas nada originais que ouvia (você quer ser abduzida?), andei até me sentir cansada...em vão . Nem a caminhada, nem a pipoca doce (e super caramelada) que comi, nem todos os “personagens” que avistei, conseguiram me livrar da ansiedade que me devorava. Sabia que em pouco tempo sairia para dançar - mesmo assim, a única musica que me rolava na memória era uma que, entre outras coisas, canta assim:
Stop playing with my heart
Finish what you start
If you want me let me know
Baby let it show

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pleno

Desejar o que não há,
buscar o que não tem.
O descontentamento
é o motor que nos faz desejar 100% - de si e de outrem.

E então, por mais que tudo “vá bem”,
sempre se quer mais e além...
Nesse oceano de angústia,
quero não querer por um momento

E quero só
Contentar-me com a paz
para chegar ao pleno

quarta-feira, 20 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Entre flores e lembranças

O comércio associa o mês de maio às mães e às noivas. Para mim, maio representa a vovó Maria. Ela foi a mãe social do meu pai, minha avó, minha madrinha e certamente, uma das mulheres da minha vida.Ela não fazia aniversário em maio mas, é nesse mês que eu me recordo dela de uma forma muito simbólica.É em Maio que eu tiro do armário o um edredom florido, que herdei dela. E até outubro ou novembro durmo entre as flores impressionistas e as lembranças que povoaram minha infância, adolescência e alguns anos da minha vida adulta.
Mesmo na infância, sempre olho a vovó Maria numa dualidade agridoce. Ela era, ao mesmo tempo, gentil e dura. Gentil porque tinha um carinho genuíno por mim, eu sentia isso.Acho que esse sentimento existia graças à semelhança que ele sempre estabeleceu entre eu e meu pai...Esse afeto me rendeu muita atenção da vovó. Embora seu forte não fosse a criatividade, ela se esmerava para fazer bolos de aniversários mais originais a cada ano. Lembro especialmente de um deles, que tinha até a casa do Snoopy, o próprio personagem e um arco – íris em cima!Nem parece que essa avó amorosa era a mesma que, com freqüência, recebia a mim, meus pais e irmã, perguntando: “O que vocês estão fazendo aqui?”
E foi assim, entre afagos silenciosos e a sinceridade habitual da D. Maria, que eu aprendi a admirá-la. Os anos se passaram, ela envelheceu, mas ainda em seus últimos tempos, estampava uma sofisticação nata, um ar sóbrio, uma integridade inabalável e o gosto por novidades. Me divertia ao vê-la desejar eletrodomésticos arrojados. A vovó Maria gostava de tudo que estava relacionado ao estilo de vida moderno, como é típico das pessoas que são do interior.
Já na casa dos 90, ficou com a memória e a lucidez abaladas pela velhice. Em seu último ano de vida, sofreu por conta de um câncer severo. Quando a doença apertou, fui morar com ela para acompanhá-la de perto. Dia após dia, ela sucumbia à doença, perdia peso e sofria com enjôos. Mesmo debilitada pelo câncer, ela seguia altiva.
Poderia me ater às lembranças tristes e fortes da doença, do corpinho esquálido, da agonia de ligar para a casa dela todos os dias, quando chegava ao trabalho (ficava apreensiva de que alguma coisa tivesse acontecido no intervalo entre a saída de casa e a chegada ao trabalho). Poderia remoer o sofrimento da lembrança do dia em que cheguei do trabalho e já não a encontrei...Ainda dá um nó na garganta de lembrar as cenas do enterro, o momento do sepultamento e da despedida.
Mas, nem mesmo a revolta de meu pai por eu não ter ido viver com ela bem antes do que eu fui, me causa raiva e prejudica o que realmente ficou desse convívio. Hoje, com a poeira baixa, entendo que a cobrança do meu pai era a manifestação da culpa que ele carregava por não ter participado do episódio como gostaria.
No tumulto dos episódios que marcam a história de uma família, ficam meus melhores momentos com a vovó Maria. A viagem que nós duas fizemos juntas, os bolos que ela criou para mim, as fotos do meu batismo (em que ela me carregava no colo), o sotaque gaúcho ao pronunciar meu nome, os fins de semana em sua casa, as ceias de Natal com certa pompa e circunstância, o gosto por perfumes franceses e a integridade que ela também me ensinou a ter. Até novembro dormirei com você, vovó.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Doce

Doce, dulce, dulcíssimo
É idealizado
É meu ideal de belo

Querido
amado,
doce abraçável,
farto

Abundante
Generoso
Formoso

És forte,
fraco
e doce
Um doce bárbaro

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Incoerências

Eco - chatos que tomam banhos demorados;
Deputado que dirige com carteira de habilitação vencida, ultrapassa a velocidade máxima e mata duas pessoas;
Cardápios sofisticados de gosto duvidoso;
Político que “se lixa” para a opinião pública;
O PT do passado e o PT do presente;
Amor e ausência;
E a maior de todas: ser cidadão de bem e eleger Fernando Ribas Carli Filho.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia fatídico

Estou começando a sentir medo da segunda – feira..Oh diazinho esquisito!Há pouco tempo atrás narrei uma segunda – feira chuvosa, que me deixou ilhada. Hoje, depois de dormir um sono sossegado e me dar conta que não estava sonhando, volto aqui para dividir com você, leitor, um quase pesadelo de ontem – outra segunda – feira estranha...
Ontem, parti para a cidade de Juiz de Fora, com o objetivo de voltar quanto antes.Resolvi tudo o que precisava e logo voltei para a rodoviária, onde pretendia trocar um bilhete de retorno, pois não precisaria ficar na cidade até às 18h. Não consegui trocar o tal bilhete e acabei embarcando no ônibus das 18h. Depois de esperar um bom tempo e sentir o friozinho mineiro que chega com a noite, segui aliviada para o RJ. Qual não foi a minha surpresa quando, de repente, o motorista anunciou que o ônibus havia enguiçado...
Me juntei aos não sei quantos passageiros para me socializar e me distrair. Unidos no fracasso, encontramos um telefone fixo, de onde era possível fazer ligações a cobrar – nossos celulares não funcionavam ali. Tentei ligar para minha irmã e para meus pais, sem sucesso...Incomunicável, com frio e ainda sem almoço (fiz um lanchinho rápido que logo trouxe a fome da espera) comecei a costurar alianças para encarar a segunda fase do retorno para casa: o translado para o meu bairro. Logo descobri três pessoas que iam para o bairro em que moram minhas primas e decidi dormir na casa delas.
Já na estrada, bem mais a frente, meu celular “voltou a vida” e com ele chegaram as primeiras ligações, que começaram pela melhor amiga (me ligou por telepatia – ela não sabia da viagem, nem muito menos do contratempo). A partir daí, segui tranqüila e curti o climão de informalidade e “novos amigos de infância” que reinava no busão. Piadas e conversas alinhavaram o retorno ao lar, doce lar.
Chegamos a rodoviária Novo Rio antes do previsto e resolvi encarar a volta para casa sozinha. Me despedi dos colegas – vizinhos das minhas primas e parti para o meu próprio bairro. Em casa, só pensava em me benzer, tomar banho de sal grosso ou procurar alguma mandinga que me protegesse dos acasos das próximas segundas. Saravá!!!!

sábado, 9 de maio de 2009

A(s) fórmula(s) para o sucesso

“Toda boa idéia tem seus limites. A criação de cotas deveria ser definida como recurso de emergência, para durar enquanto o ensino médio público não atingir o nível médio desejado, e o diploma universitário deixar de ser, pelo menos aparentemente, a única chave do sucesso para jovens brasileiros de qualquer nível de renda”

É inegável que o propósito do das cotas é justíssimo: amenizar as conseqüências desastrosas do erro histórico que foi a escravidão dos negros no Brasil. No entanto, como lembra Luiz Garcia, em artigo publicado nessa sexta – feira, no jornal "O Globo", a política do acesso universitário por meio das cotas deve ser usada com moderação e por tempo determinado. Afinal, que será da pouca qualidade e padrão que ainda restam às grandes universidades públicas brasileiras, diante de um alunado despreparado em sua base?
É evidente que a facilidade proporcionada pelo acesso através das cotas tem um preço caro. As cotas viabilizam o ensino superior mas, por outro lado, debilitam - de uma só vez – o próprio ensino superior e médio. E isso só tende a piorar. O processo de sucateamento do ensino público brasileiro obedece a uma seqüencia simples: a flexibilização do acesso universitário afrouxa os critérios de aprovação para e durante o curso superior. O mesmo acontece em relação ao ensino médio.Ninguém precisa ser especializado em educação para entender que o estudante que não precisa passar por uma peneira de seleção apertada, já entra no ensino superior debilitado e leva consigo deficiências que podem comprometer o aprendizado.
Por essas e outras que o ensino de base - fundamental e médio precisam de urgente e eterna atenção. Com educação de base eficiente, o estudante conquista mais ferramentas para o acesso por mérito – onde quer que seja. Para ser um cidadão consciente e atuante (e isso é urgente,antes de mais nada!), para criar novos ofícios e formas de geração de emprego e renda e, se quiser, para ingressar no ensino superior. O sucesso tem muitos endereços!!!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Navegante

A bordo, cosmopolita
múltiplo
Fusão de tantas culturas, credos,
etnias
e, ainda assim, marujo...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Afago

Não vou exorcizar demônios
Nem destilar veneno
Vou sorver o ar,
rarefeito e pleno

Multiplicar o que de bom há
Tragar o bom ar
Viajar...

E quando voltar,
Retomar
o afeto,
o afago

Tato
Faro
Largo

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Insônia

Existe entre aflitos, ansiosos e desvalidos
Comum entre regrados
Abundante entre loucos
Rara para poucos

Par do estresse
Filha do medo
Prima do trauma

Sua palma é a própria alma
E o corpo, para - raio
Reverso do consciente
Fruto da Agonia
Cria da frustração

És insone
Sonâmbula
Contramão

terça-feira, 5 de maio de 2009

Intransigência

Enquanto tanta coisa acontece
Me atenho aos fios do teu pensamento
Me prendo à angustia toda que vem de mim
Me lanço aos detalhes que vejo em ti

Enquanto tudo muda ao redor
Sigo impassível pela estrada
Como se não houvesse alternativa
Como se a via fosse a única

Como se o meu pensar fosse ímpar
Como se meu sentir fosse soberano
Como se a minha dor fosse a maior
Como se o arrependimento fosse só meu