terça-feira, 12 de maio de 2009

Dia fatídico

Estou começando a sentir medo da segunda – feira..Oh diazinho esquisito!Há pouco tempo atrás narrei uma segunda – feira chuvosa, que me deixou ilhada. Hoje, depois de dormir um sono sossegado e me dar conta que não estava sonhando, volto aqui para dividir com você, leitor, um quase pesadelo de ontem – outra segunda – feira estranha...
Ontem, parti para a cidade de Juiz de Fora, com o objetivo de voltar quanto antes.Resolvi tudo o que precisava e logo voltei para a rodoviária, onde pretendia trocar um bilhete de retorno, pois não precisaria ficar na cidade até às 18h. Não consegui trocar o tal bilhete e acabei embarcando no ônibus das 18h. Depois de esperar um bom tempo e sentir o friozinho mineiro que chega com a noite, segui aliviada para o RJ. Qual não foi a minha surpresa quando, de repente, o motorista anunciou que o ônibus havia enguiçado...
Me juntei aos não sei quantos passageiros para me socializar e me distrair. Unidos no fracasso, encontramos um telefone fixo, de onde era possível fazer ligações a cobrar – nossos celulares não funcionavam ali. Tentei ligar para minha irmã e para meus pais, sem sucesso...Incomunicável, com frio e ainda sem almoço (fiz um lanchinho rápido que logo trouxe a fome da espera) comecei a costurar alianças para encarar a segunda fase do retorno para casa: o translado para o meu bairro. Logo descobri três pessoas que iam para o bairro em que moram minhas primas e decidi dormir na casa delas.
Já na estrada, bem mais a frente, meu celular “voltou a vida” e com ele chegaram as primeiras ligações, que começaram pela melhor amiga (me ligou por telepatia – ela não sabia da viagem, nem muito menos do contratempo). A partir daí, segui tranqüila e curti o climão de informalidade e “novos amigos de infância” que reinava no busão. Piadas e conversas alinhavaram o retorno ao lar, doce lar.
Chegamos a rodoviária Novo Rio antes do previsto e resolvi encarar a volta para casa sozinha. Me despedi dos colegas – vizinhos das minhas primas e parti para o meu próprio bairro. Em casa, só pensava em me benzer, tomar banho de sal grosso ou procurar alguma mandinga que me protegesse dos acasos das próximas segundas. Saravá!!!!

Um comentário:

emerson_adv disse...

Para o que poderia ter sido um dia de fúria, até que terminou com um final interessante. Um dia fatídico, mas com um final feliz, diria eu. (risos)