terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ser bela é ser autêntica

Em plena ditadura da beleza, achei muito bacana a visão do Murilo Ribeiro, jornalista e amigo pessoal, sobre a recente aparição da pop star Beyoncé. O episódio foi exaustivamente repercutido pela imprensa, como se existisse algo de ruím no fato da cantora ter se deixado fotografar sem estar impecável.
Pessoalmente, acho que além de não haver mal nenhum nisso, a foto é uma prova de que até mesmo mulheres belas, famosas e que têm acesso a todo o tipo de tratamento estético podem assumir seus defeitos e pequenas feiurinhas físicas sem que isso represente infelicidade.
Mas que lembrar que pessoas públicas são tão imperfeitas quanto pessoas anônimas , essa visão rende a nós, mulheres comuns, o direito de sermos felizes exatamente como a natureza nos fez.
Para quem ainda tem dúvidas disso, nada melhor que conhecer o depoimento de um representante do sexo oposto. Leia o que o Murilo escreveu sobre o ocorrido:
http://babelturbo.blogspot.com/2010/02/da-serie-agora-coisa-vai-14.html

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Com bênçãos da matriarca

Tive uma semana pesada, cheia de trabalho, pequenos e grandes problemas para administrar. Poderia estar mal humorada e chateada, mas minha sexta –feira começou - e continua – muito feliz! Na última madrugada sonhei com a minha querida avó materna, a vovó Amália. Ela é uma espécie de entidade para toda a família. Pois, embora ela já tenha falecido há alguns anos, pairam sobre nós os ecos dessa existência perene e fundamental para nossa história familiar. Porque a D. Amália teve – e tem - uma influência inquestionável para cada um de nós do clã Buscapé.
Enfim, pensar nela é bom e sonhar com ela, ainda melhor! Por conta desse meu sonho lindo, amanheci emocionada, radiante e feliz demais, me sentindo abençoada e protegida pela sabedoria e legado daquela velha senhora. Crente de que somos - todos nós – capazes de conquistar qualquer coisa, assim como aquela mulher tão humilde, mas grandiosa foi capaz!
Aos que não conhecem a razão da minha extrema devoção e gratidão àquela velhinha, explico que tenho mil motivos para sustentar esses sentimentos, mas destaco alguns deles: de tudo que a D. Amália me ensinou, o que mais apreendi da sua longa existência (morreu aos 96 anos!) foi a incrível determinação e inacreditável altruísmo e senso de coletividade dessa querida matriarca. Pois, ao longo de sua vida, ela perseguiu seus sonhos e se esmerou para dar aos filhos um mundo de possibilidades e fez isso, sacrificando a vaidade pessoal, pequenos e grande prazeres da vida e noites de sono. Pela família, ela foi uma legítima máquina, que trabalhava, trabalhava e trabalhava e, sobretudo, projetava para os seus possibilidades e sonhos quase impossíveis diante da realidade em que viviam.
Quando me perguntam a que religião pertenço, tenho orgulho de dizer que a minha Deusa é a vovó Amália. Sou fiel à boa parte dos preceitos morais que ela defendia, à incrível coragem que ela esbanjou por toda a vida e à fantástica capacidade de sonhar – e realizar dessa mulher – personagem!
E, de tudo que vivemos juntas, só lamento nosso timing não ter sido compatível para eu dizer que lhe amava, que lhe amo, que lhe amarei por toda a vida!Porque, quando amadureci o suficiente para dizer isso a alguém, ela já não estava mais lúcida...Mesmo assim, sinto que esse sentimento vai chegar até ela, de algum modo.
Por fim, encerro esse relato com as bênçãos da matriarca, com a lembrança de um sonho que vou eternizar, enquanto eu viver!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fechamento poético

O "Bate e rebate" recebe o talento e a poesia do Pedro Resplandes. Amigo pessoal e do blog, o Pedro enviou sua contribuição poética para fechar a semana com mais molho e bossa . "Paroxetina e você" é um poema que fala do amor.
Aproveitem!
Paroxetina e você
Pedro Resplandes
***
Eu sou um jarro transbordante de sentimentos
Disposto a explodir e amar tudo que existe
Mas se tudo começa com um sorriso
Por que eu não posso amar o seu?
***
O amor transbordando por entre os dedos
Paixões brotando nos cabelos
E se meus sentimentos verdadeiros
fossem uma visão da minha sensatez
Ao fim
Nada revelaria meu reflexo
Minha luz
E minha própria invalidez
***
Mãos que brilham
Lábios que furtam
Olhos que agridem
****
A sua imagem me desconcerta, me amarra, me sufoca
Mas mesmo assim
A minha alma não viaja pra longe do teu ar
Eu só me aproximo da sua trama
Onde você me possui aqui e em qualquer lugar...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É de Deus?

Se Deus existe, por que não pára de castigar o Haiti com mais um terremoto sinistro?
Como dizem os evangélicos, "isso é de Deus?"
Não posso acreditar...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

RJ submerso

Algumas horas de chuva são suficientes para revelar a falta de infraestrutura do Rio de Janeiro, cidade que ostenta o título de cede dos jogos olímpicos de 2016.O assunto é unanimidade em conversas informais, nos sites jornalísticos, além dos muitos comentários registrados em redes sociais, como Twitter,por exemplo.
Vários bairros da cidade ainda sofrem com a cheia provocada pelas horas de chuva e, é claro, pela falta de um sistema de escoamento/drenagem eficiente. O problema ainda é agravado pela falta de educação, pois ainda são muitas as empresas e pessoas que jogam lixo doméstico e industrial em lugares impróprios, o que ocasiona o entupimento de bueiros e mesmo de rios. As chuvas são meros “detonadores” da situação que permanece errada, quando o assunto é descarte e tratamento do lixo urbano. E, nem mesmo quando esse problema vem à tona, as autoridades se mobilizam para resolvê-lo. Tanto assim que, ano após ano, episódios de alagamentos, destruição e pessoas ilhadas se repetem. Até quando?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto no Haiti mata Zilda Arns

Pelo menos quatro militares brasileiros também morreram

O “Bate e rebate” expressa seu pesar pelas vitimas do terremoto que abalou o Haiti e deseja força e muita vontade política às autoridades desse país, para reparar perdas e danos causados pelo episódio. Infelizmente, as baixas incluem Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da pastoral da criança, médica pediatra e sanitarista brasileira, sempre engajada pela melhoria das condições de vida dos pequenos.Além de, no mínimo, quatro militares brasileiros que serviam na missão de paz da ONU, naquele país.Uma pena!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

“Nem” vem!

Riso, ranço, asco ou aversão – são muitas as reações causadas pela palavra “nem”, uma espécie de “pronome de tratamento” incluído no universo das gírias brasileiras. A abreviação de neném é uma tentativa (frustrada!) de expressar amabilidade, intimidade e até gentileza, tanto que é (infelizmente) comum ver pessoas se referindo a outras dessa forma: “Oi, nem!”; “Oh, nem!”; “Né, nem?!” e mil outras variações do tema, sem sair do tom, como canta a canção. Enfim, entre íntimos ou desconhecidos o tratamento já virou sinônimo de um lifestyle: o símbolo maior do mal gosto, bordão dos sem noção!Afinal, se referir ao próximo como “nem” se aproxima mais da indiferença (estar “nem” aí...) do que da eterna fofura dos nenéns, que originaram a abreviação leviana.
Uma das vantagens de se ter poucos leitores é conhecê-los o suficiente (ao menos o perfil) para saber que posso banir essa palavrinha nojenta por aqui, sem qualquer constrangimento. Assim, posso execrar um ilustre desconhecido que me disse “desculpa, nem” (argh!) depois de pisar meu pé, enquanto eu espera na fila infinita do banco.Apesar de bem intencionado, o homem me fez raiva – mais pelo “nem” que pelo pisão, pois chega a ser patético falar com alguém de quase trinta anos como se fosse um neném....A vontade é de espernear, como um bebê de verdade!