segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que fomos e o que somos


Nesse sábado reencontrei pessoas muito queridas. Gente que já não via há anos, como meu professor de fotojornalismo e a minha primeira professora de assessoria de imprensa. Sentados à mesa de um bar, falamos de tudo um pouco. Entre uma lembrança e outra, muita risada, carinho e alegria por estarmos ali! Então, lá pelas tantas, um assunto me tocou especialmente: como a faculdade é fundamental para deflagrar um processo muito bonito, pessoal e intransferível em todos que passam por ela: o autoconhecimento.
A variedade de assuntos, a identidade com algumas disciplinas, a afinidade com muitos dos colegas e professores, a quantidade de informação a que temos acesso, os primeiros contatos com o mercado de trabalho, a experimentação do profissionalismo, os questionamentos e algumas certezas. Tudo isso faz da vivência universitária um passaporte para um grau bem maior de consciência acerca do que somos. Enfim, parte daquilo que nos tornamos vem do ambiente da faculdade.
Hoje, já livre de certos fantasmas, tenho orgulho de dizer que esse processo continua por meio de outros caminhos: semanalmente em minhas sessões de terapia, em muitos dos texto que escrevo, em alguns dos livro que leio, em muitos dos filmes que vejo, a cada tentativa de entender e atender bem meus clientes, em parte das negociações com os colegas repórteres, em parte das conversa com os amigos...Enfim, em cada dia vivido.
E aí, mergulhada num mosaico de muitas emoções, revejo em cada um dos rostos dos meu amigos e professores num retrovisor de lembranças. Olhando com mais calma, percebo que a imagem refletida é o meu próprio rosto! A minha própria alma enfeitada por cada um de vocês! E, com gratidão, reconheço que algumas virtudes tiveram muita importância para mim. Com o Homero, aprendi que a disciplina e o rigor podem ter um tom amigo; Com a Taty entendi que a reserva é diferente do isolamento; Com a Luciana me permiti sorrir mais; Com a Laura conheci a tradução mais bonita da elegância; Com o Robson percebi que o conservadorismo pode não ser opressor. Por isso e muito mais eu amo essa galerinha da foto!

6 comentários:

Taty Bruzzi disse...

Q lindo,Kel! A faculdade também me deu muito mais do que um diploma para pendurar na parede. Ela me proporcionou esse autoconhecimento, a consagração do meu caráter, preparação para o mercado de trabalho,e muitos amigos admiráveis, com os quais busco conselhos, confesso minhas fraquezas e divido muitas alegrias. Foi muito bom ver vocês e saber que o tempo jamais apaga amizades verdadeiras. Bj gd!

Murilo Ribeiro disse...

Lindo texto, Kel! Olho pra trás e vejo que a faculdade transformou profundamente a minha vida. Era timido, encabulado demais...e, hoje, sou um falastrão inveterado. Além de teorias e técnicas, aprendi naqueles anos a fazer e a conservar verdadeiros amigos, como vocês que estão na foto. Pena que não pude ir até lá no sábado pra dar um abraço em cada um e celebrar essa reunião tão bacana.
Fica, então, o meu beijo pra você! Saudade!!!

Raquel Med Andrade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquel Med Andrade disse...

Queridos,

Tô feliz demais por aqui!Porque além de tudo que foi dito, outra coisa vem a tona: amizades tão valiosas se formaram e se firmaram, para valer, mais de 10 anos depois! E isso torna ainda mais especial nossa passagem pela universidade!
Mais uma vez: amo vocês!

Lu Ribeiro disse...

Kel, tb curti muito nosso encontro. Concordo com o seu texto. Acho que as possibilidades da convivência na faculdade nos ensinam muito, muito mais do que qualquer disciplina acadêmica. Aprendi mais sobre as pessoas e como, surpreendentemente, podemos nos amar e viver bem mesmo sendo muito diferentes e reconhecendo as falhas de cada um. Sou muito grata pelas possibilidades que temos de manter e estreitar cada dia mais nossos laços e, com certeza, não deve ser por acaso que entre tantos ex-alunos só nós sofremos, perseveramos e vencemos aquela tal biografia da Madonna...rs... e no fim, são esses detalhes que ficam pra iluminar nosso olhos com um sorriso mesmo que pela tela de um computador...bjão e obrigada

Raquel Med Andrade disse...

É isso aí,Lu! No calor humano do barzinho ou na distância da internet mantemos e estreitamos laços, para praticar o "verdadeiro" amor - aquele que existe e resiste a tudo, incluisive às diferenças e defeitos de todos nós. Beijos especiasi de alguém que, pode ter certeza, gostaria de lhe ver pessoalmente muito mais!