sexta-feira, 23 de maio de 2008

Homem de Neanderthal

Feriado que se preza começa de véspera, mais ainda em grandes cidades.Lugares que precisam “parar”, respirar e lembrar que nem só de pão vive o homem.Embalada por essa cadência, embarquei numa noite que amanheceu... Numa pista de dança visitei os extremos que foram da alegria ao choque. Dancei despreocupada, vivi a euforia de encontrar amigas, e deixei a endorfina anestesiar o corpo, para não sentir os pisões nos pés. Mas, o hormônio do bem-estar foi impotente diante das cenas de selvageria que testemunhei perplexa. Mesmo sendo uma legítima libertária, não pude deixar de me chocar com o grau de superficialidade com que as pessoas se “relacionam”.
Era incrível ver homens que quantificavam beijos - de mulheres diferentes - como se a conduta neanderthal fosse o ideal de virilidade!Na selva da “balada” a campanha pró – sapinho ganhou força e a rotatividade da “troca de casais” era impressionante.
Antes que você, leitor, resolva me rotular de conservadora, moralista, careta ou qualquer outra coisa, faço a pergunta que não quer calar: Que graça pode haver em beijar mil bocas sem que exista qualquer troca mínima de afeto?Ok, você pode lembrar que noitadas cariocas são festas dos sentidos mas, o que vejo, é uma marcha, marcada por um retrocesso pré-histórico, que só me mostra um mundo de pessoas primárias.
Parece haver uma síndrome de “animalização” generalizada. Afinal, o que esperar de gente que joga lixo na rua, ignora leis de trânsito e é incapaz de fazer uma gentileza para um idoso, por exemplo?
Homens (e mulheres) de neanderthal alcançam o ápice de suas “performances” em boates e micaretas. A
cadêmicos de plantão poderiam explorar mais o assunto.

3 comentários:

Anônimo disse...

Campanha Pró - sapinho? Sífilis bucal é como sempre rotulei! Concordo Kel! A cada dia me impressiono mais como quanto as pessoas estão superficiais em todas as esferas da vida! As relações pessoais, a falta de cultura (DAQUELES QUE TÊM ACESSO E NÃO SE INTERESSAM), a falta de sentimento de coletividade, de preocupação... Em tudo! Até hoje não me decidi se é um problema da humanidade, do nosso país, da nossa cidade, ou se é tudo assim mesmo e eu que sou um ET! Pelo menos agora sei que veio mais alguém comigo na nave! O rótulo de chata, de careta, de "levar as coisas a sério demais" sempre acaba me atingindo, por pensar como você. Me pergunto porque existem tantas pessoas preocupadas em melhorar uma sociedade tão mediocre, não apenas em sua organização, mas no interior pessoal de cada um! As pessoas são pequenas, são vazias. Isso já atingiu todas as classes sociais e ambientes, só variando o vacabulário e as vestimentas. O exemplo do comportamento das boate me assuta por dois aspéctos: pelos homens e seu machismo e pelas mulheres que gostam dessa situação e não valorizam tudo o que conquistamos. Será que ter a consciência de não ter encontrado o próprio corpo no lixo é caretisse? Tenho alguma esperança que seja só um ópio pra não ter que encarar a mediocridade da vida, pois o dia que eu me convencer que não, volto pra marte...
nanda

Helô disse...

Olá Raquel!
Pois bem, ás vezes também me espanto com essa "necessidade" quase geral de tentar "tapar" todos os buracos, como se o rápido e fácil contato físico fosse suprir todas as carências afetivas e talvez até espirituais de cada um...
Infelizmente essa não é uma situação comum apenas no Rio de Janeiro, sinto isso também aqui em São Paulo, porém com menor intensidade que na noite carioca.
Mas acredito que nós mulheres(ou ao menos nós, mulheres pensantes!rs)não devemos cair no conformismo e passar a acreditar que esse comportamento seja razoável. Nem tanto pelo comportamento, mas pela idéia de vulgarização de sentimentos.
Gostei muito do seu blog, visitarei mais vezes!
beijão

CASSINOS GROOVE disse...

eu como um representante da macholandia,as vezes me pergunto se sou fresco demais...não...não estou aqui para fazer média.nem dar uma de sensivelzinho...mas a minha visão masculina sempre se diferenciou dos demais seres obscuros de marte chamados meninos.em certos lugares me sinto num ringue de vale tudo:puxoes de cabelo,segura pelo braço....3 caras chegam de uma vz só(nem cantando mais...é na base da intimaçao e da grosseria...)e o pior! sempre se dão bem!rs...disseram uma vez pra mim:voce é bacana demais...tem que chegar rasgando....imagino que qualquer dia desses vão chegar dandio uma voadora nas ladies(apesar que acho que falta pouco pra isso)respeito só tem quem respeita,a maxima dita por meu avô,talvez nao valha tanto assim,hoje em dia.existe nem troca,mas uma absorçao de valores escrotos que viram o certo.e caimos no buraco negro da caretice.ser certo é ser careta?exercitar a arte da conquista é ser blasè?querer acoradar receber um beijo e um eu te amo é antiquado?entao com licença,vou ali tomar uma agua e ja volto...quando ajeitarem um pouco melhor a ordem mundial,me chamem de volta para minha cadeira de careta.
e atençao:a partir de semana que vem vendendo ingressos pro fim do mundo a preços populares.